domingo, 29 de janeiro de 2017

Aleppo

A questão da cidade de Aleppo na Síria, reflete a situação do país como um todo. Além dos interesses externos como: Rússia, EUA, França, Inglaterra, França, Turquia e Irã, ainda tem os interesses dos grupos radicais que se encontram em Allepo, entre os quais estão:
1. Frente Fatah al Sham: Recebeu outros nomes na Síria ( de Al Qaeda para Al Nusra e depois passou ter o nome atual)
2. Ahrar al Sham: Coalizão de vários grupos de cunho islâmico e salafista. Tem em aliança com a Al Qaeda.
3. Estado Islâmico (ISIS, em sua sigla em inglês), dissidência da Al Qaeda e seu concorrente ideológico.
4. Fatah Haleb (Conquista de Aleppo), coalizão que inclui moderados do Exército Livre Sírio (ELS)
5. Divisão de Infantaria 101: Grupo do Exército Livre Sírio, formado generais desertores do Exército.
6. Nour al Din al Zinki: Surgiu o grupo no fim de 2011. Facção de orientação islamista, financiada pela Turquia e composta por sírios locais
7. Jeish al Islam: É formadopor grupos de orientação islamista e salafista. Representa a principal força de oposição na periferia de Damasco

8. Frente Shamia: É aliança de vários grupos de cunho salafista. Combatem as tropas sírias e as milícias curdas em Aleppo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

RECONSTRUINDO O BRASIL

Aos meus 51 anos, sou da geração das lutas pelas conquistas dos direitos civis, sociais e políticos. Disso me orgulho. Lembro-me dos grêmios estudantis. Lembro que no Colégio Lourival Parente, no inicio dos anos de 1980, eu fui candidato de uma chapa que colocamos o nome de Democracia ... ideia foi minha. Lembrei disso hoje em uma tarde de reflexão. Acho que foi neste momento que passei a militar e ser participante na vida política de forma mais incisiva através da exposição de minhas ideias e do que acredito. Vivi a transição da ditadura para a conquista de uma sociedade democrática.

Estou colocando isto porque hoje fui questionado por um estudante sobre a situação de denúncias e crise entre os poderes que formam o Estado. perguntou ele: valeu a pena professor? Sim. Respondi secamente e continuei a caminhar até a outra sala. Mas, esta pergunta ficou em minha mente ... na realidade sabe-se que a política é a arte da conversa, do diálogo, do contraditório dentro de uma ética, com defesa ideológica e de posicionamentos coerentes com os discursos. Então, o que eu e você, que está lendo este texto deve esta a se perguntar: Que Congresso Nacional é este? Que Judiciário é este? Que Executivo é este? Ou seja, que Estado é este que se mostra para a sociedade brasileira de forma tão vampiresca e temerosa? Foi por este Brasil que lutamos até hoje? Lógico que não

Brasil!
Não desistiremos de você mesmo com este executivo sem reconhecimento por parte da sociedade brasileira;
Não desistiremos de você mesmo com este “Legislativo Federal subterrâneo” exposto pela Odebrecht com apelidos que não estavam nas urnas eletrônicas;
Não desistiremos de você mesmo com a desobediência publica de uma decisão do Supremo Tribunal Federal por parte da mesa do Senado Federal;

Não!
Nos desistiremos de você. Meu, seu, nosso Brasil.
Sabe Porque?
Por que não queremos o retrocesso, não queremos a perda das conquistas que estão sendo defendidas e aprovadas de forma perversa nas votações das madrugadas, quando de um momento atônito da sociedade e sem forças de reação. Teremos momentos ainda mais difíceis pela frente. Isto para mim é certo. Mas, como sempre os erros cometidos pela sociedade na luta por uma sociedade justa e democrática servem para termos o senso crítico e fazer lembrar dos “Dráculas vampirescos” que estão a sugar nosso sangue e continuar na luta

Digo isto amigos(as) leitores, para que neste momento de reflexão aja a percepção da importância das eleições em 2018. Eleições onde enviaremos as estacas (votos conscientes) no coração (urnas eletrônicas) e, como resultado, baniremos para sempre da vida política brasileira estes vampiros. Acredito nisto.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

É TEMEROSO

Agora fudeu tudo!
Entrou!
Temeroso ...

Petrobrás!
Antes era 70% da participação, exclusividade e operadora única;
Depois passou ser 30% da participação e operadora única;
Agora, por decisão da Câmara “Nacional”, com 292 votos a favor e apenas 101 heroicos brasileiros contrários, a Petrobrás é jogada fora do Pré-Sal.
Agora temos a situação de 0% da participação e não mais operadora unica dos campos de petróleo do Pré-sal.
oxente my god meu bixim!
Há lógica nisso?
Sim, existe.
Pano de fundo. Petrolão
Aos “Marias vai com a Globo” do censo comum não perceberam.
Muito maior do que os fora Lula, Dilma e outros ...
E, bem maior do que coloca e fica Temer – o Temeroso, é retirar do Estado brasileiro o poder de participação e decisão. Realidade, infelizmente.
Elite sanguessuga da economia e política paleolítica brasileira!
Temos que suporta-los por três longos anos de “solo” fértil para suas acoes voltadas para o interesse do capital internacional.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

AGENTES TRANSFORMADORES

      Na vida, só há três certeza garantidas: O nascer, o imprevisível e o morrer. O nascer que vai garantir o impressível do cotidiano e o morrer no final do tempo orgânico. Ao longo do tempo variável da vida, o que vai dar sentindo a ela, será a sua produção e a capacidade de produzir transformações nos diversos aspectos ao longo do nosso limitado tempo de vida. Neste sentido, cada um de nós somos capazes de produzir transformações, por mais micro que venha ser essa transformação. Assim, a vida tem sentido. Pois seremos agentes transformador em diferentes escala de transformação: Pessoa, grupo de pessoas e ou uma sociedade.


      Como sempre, hoje acordei filosofando, mas não sou filosofo; acordei intelectual, mas não sou um intelectual; acordei escritor, não sendo, mas acordei com vontade de escrever e expressar o meu pensar e defender meus posicionamentos; acordei político, mas ainda não sou; acordei cidadão crítico e formador de opinião, isso sempre serei; acordei professor em processo de aprendizado constante, isso sempre serei. Sabe... o bom da vida, no seu cotidiano, enquanto cidadão crítico, é saber que podemos ser agentes de transformação e, esse processo ocorre com as ações praticada na sua função, na profissão que exercemos e na defesa das ideias que acreditamos.

      Externar seu pensar nas diversas formas de transmissão faz parte do processo de enriquecimento da sociedade como um todo e, neste sentido, faço minha parte, mesmo com os naturais contraditórios existentes – louvável em uma democracia. Amigos que me acompanham lendo meus textos, que opinam, provocam para uma nova publicação e comentam, deixo meus agradecimentos.
       
       Pronto! Falei ....  

sábado, 31 de outubro de 2015

MUNDO VIRTUAL- REAL OU REAL- RTUAL

O que é o real?  O que é o virtual?
O mundo está virtual-real ou é real-virtual?
O fato é que, neste momento de inovação tecnológica nos meios de comunicação, os novos padrões de comportamentos estão sendo impostos às pessoas. Neste confuso mundo instantâneo, a sociedade se depara com a rapidez das informações e com uma nova dinâmica nas relações pessoais e interpessoais.
Amizade, namoro, informações econômica e política, trabalho e o lazer continua e continuará sendo o “motor” da vida no nosso cotidiano ... só que numa outra realidade e com a velocidade contemporânea. Mas, mesmo neste mundo instantâneo você pode se depará com um “óculos”, que te possibilitará ter uma visão humana, que ainda está presente neste mundo tão artificial.... feliz daqueles que encontra o “óculos” da amizade, da beleza humana neste mundo tão frio e sem “sentimentos”dos aparelhos eletrônicos.
O mundo das palavras tecladas, vem substituindo cada vez mais, o mundo das palavras ditas, dentro de nossas casas, no lazer, no trabalho... infelizmente. As palavras ditas são acompanhadas do toque, do sorriso, da raiva, da tristeza... expressões refletidas no tato e no rosto de que as pronunciam e, a consequente expressões, no rosto de quem as ouvem. Isso não é real no mundo virtual.
Costumo dizer que somos “marionetes da glocalização”... pensar, fazer e consumir de acordo com os padrões imposto pela nova dinâmica local-global cotidiana. Um cotidiano de “marionetes”... neste mundo de “marionetes” com certeza existe um “boneco” ou uma “boneca linda”. Eles farão a diferença no seu cotidiano... encontre! Feliz daqueles que encontraram neste mundo tão padronizado de amizades virtuais a sua “boneca linda” da amizade real.

sábado, 26 de setembro de 2015

MEDITERRÂNEO ... O "MAR" DO SOFRIMENTO!

Há dias sem escrever algo ...
Estava pensando o que escrever! Me negava a escrever sobre essa corrente de imigrantes desesperados na travessia do Mar mediterrâneo, que hoje chamo de o “Mar do Sofrimento”. Receio este, talvez, por não ter palavras para expressar sobre como o mundo é desumano e desigual.
Mais vou começar. Talvez as palavras venham a surgir ...

Gente ... amigos!
Em pleno século XXI, como podemos ver essas cenas de famílias serem desfeitas por separações temporais e eternas? Como podemos ver países sendo destruídos por conflitos fruto de vários fatores? Como podemos ver a ONU, União européia, Rússia e EUA numa situação de total inércia para uma situação que será duradoura de desumanidade? Como no mundo dos Homo sapiens - do latim "homem sábio"- não busca uma solução rápida para esse evento de deslocados e desterritorializados como nunca visto deste a 2ª guerra mundial? Como estes países poderosos – os do norte –, com seus parceiros do Oriente médio fiquem sem agir na questão da síria, no combate ao EI ( Estado Islâmico) e a outros grupos fundamentalista que geram terror? Será que cometeremos os erros do passado, o de deixar os próximos capítulos dos desesperos coletivos dos povos, neste momento, do norte da África e da Ásia se resolva por si só? Minhas perguntas...

A tão sonhada “PRIMAVERA ÁRABE” ocidentalizante, vibrada e comemorada pelos ocidentais não teve o caminho pensado e idealizado. O desequilíbrio de forças, que mantinha essa região numa relativa organização geopolítica foram desfeitas. E agora? Mais uma vez, a dinâmica do mundo mostra que ações demoradas, numa situação que requer ações rápidas para buscar soluções humanitárias, não devem ser retardadas por causas de interessas econômicos e geopolíticos ... a 1ª e a 2ª guerras mundiais foram exemplos.

Termino aqui com as palavras que me chegaram ao longo deste texto, com a convicção de que se demorarmos mais, na busca da solução do problema na origem (melhoria das condições de vida nos países repulsores), a situação tende a se tornar pior ainda e ainda mais complexa ... Infelizmente.

sábado, 4 de julho de 2015

O MUNDO DA VOLTAS

O planeta da muitas voltas. O mundo gira. São 24 horas de novos acontecimentos. 
O tempo não para. Que maravilha! Agora e sempre muitos acontecimentos, dependendo do ponto de vista político e econômico, será e serão utilizados em proveito próprio de forma negativa ou positiva. A reaproximação dos EUA e CUBA é um exemplo típico, que irei abordar aqui. Os EUA e CUBA estão  tornando publicas suas intenções de reaproximação diplomática com uma abertura de relações políticas entre os dois países, que está surpreendendo o mundo e, principalmente, os liberais norte-americanos, os pseudos liberais e os sociais democratas brasileiros. 

Nossa! Que rapidez e que grande acontecimento geopolítico para mundo e a América Latina (por isso mesmo vem sendo amplamente noticiado na imprensa internacional). Lógico que as relações de reaproximação surpreendentemente rápida é mais um capitulo nesta histórica relação entre Cuba e EUA - que foram tensas desde os anos 1960 - e, diga-se de passagem, marcada por várias contradições tanto de um lado quanto de outro. ações não faltaram, como por exemplo: As investidas revolucionárias, na década de 1950, que derrubaram o presidente Fulgêncio Baptista, alianhado com a América; A frustada tentativa dos EUA pela Baia de procos para derrubar o governo de Fidel Castro em 1962: O alinhamento de Cuba com o bloco soviético no contexto da Guerra Fria; A Lei Torricelli de 1992 e a Lei Helms-Burton de 1996. ( Essas leis restringiam os os investimentos de empresas americanas em CUBA) … Além de outros fatos não menos importantes. O mundo gira-girou e continuará gira-girando. E como o mundo gira amigos! E nesses giros, os acontecimentos acontecerão. 

Neste contexto, o século XXI apresenta uma nova dinâmica e as ações geopolíticas passam a  serem outras. A flexibilização tipica da nova ordem, impõem uma nova relação entre os velhos “inimigos" da Guerra Fria. A maior flexibilização com relação às parcerias econômicas entre Cuba com outros países, incluindo o Brasil, que financiou a construção do Porto de Mariel em Cuba – muito criticado pelos pseudos liberais, sociais democratas brasileiros e uma elite midiática da direita podre – levaram os EUA, do democrata Barack Obama, para não perder mais espaços de influência na América Latina, buscar uma reaproximação com a CUBA de Raul Castro. 

Pergunto! Onde estão os críticos liberais? onde estão os sociais democratas brasileiros? Onde está a mídia da direita pobre que não estão “berrando” agora? Onde estão os críticos desta reaproximação norte-americana? Eita Brasil Porreta! 
Eita governo brasileiro arretado! Mas uma vez se antecipa ao que está sendo produzido agora pelo governo Estadunidenses. Saímos na frente para usufruirmos de uma importante rota de comercio com o fim do bloqueio econômico que está com os dias contado…
. Valeu BRASIL!

domingo, 3 de maio de 2015

BRASIL: POTÊNCIA REGIONAL NO MUNDO GLOBAL

A nova dinâmica capitalista com o fim da ordem Bipolar, o consequente fim do mundo socialista e a existência de um tal terceiro mundo se esvaziou. A nova ordem capitalista – Globalização econômica – está sustentada na lógica da oposição econômica entre o mundo rico (Norte) e o mundo pobre (Sul). 

Nesta nova dinâmica global, alguns países do Sul conseguiram com a modernização e a industrialização se fazer mais presente no cenário econômico e político mundial. surge assim, alguns países emergentes com um significativo crescimento econômico e mais presente na geopolítica internacional.

Nesta nova dinâmica global, as multinacionais  as “Inventoras” da atual globalização, impõem ao mundo um modelo econômico voltado para uma maior abertura dos mercados, um maior ganho de velocidade dos meios de transporte e comunicação e um novo processo de produção para atender aos interesses neoliberais.  Assim sendo, a criação de blocos econômicos  passou a ser o novo mecanismo de conquista de mercados

É fato que algumas nações apresentaram um crescimento significativos ao longo da segunda metade do século XX e início do século XXI. Os países que formam o BRICS. (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são exemplos. Em um grau maior ou menor, passaram influenciar na nova dinâmica global. 

Como liderança regional, o Brasil, participou como membro fundador do Mercosul, da criação da Unasul e a nível global, o Brasil teve participação na criação do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), uma típica ação de cooperação Sul-Sul; teve sua participação na criação do G20 – Grupo mais representativo que o G7 na nova ordem mundial – e, na Rodada de Doha, em 2011, liderou uma ação conjunta de um grupo de países pobres, mais competitivos no setor agrícola agir contra as práticas protecionistas das nações ricas, neste setor.

É fato! Essa nova realidade tem produzido consequências positivas para o Brasil no contexto internacional. Uma maior participação nas instituições internacionais: No FMI, saímos da situação de devedor a credor, e hoje temos um peso maior nas votações internas; temos um diplomata na direção geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), o brasileiro Roberto Azevedo; Na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o brasileiro Jose Graziano.

Vamos que vamos. Mundo do Sul.

sábado, 2 de maio de 2015

O ACORDO NUCLEAR COM O IRÃ

O presidente do Irã Hassan Rouhani, eleito em 2013, anunciou o acordo nuclear com as potências mundiais que reconheceram “os direitos nucleares do Irã”. Depois de intensos encontros, os países chegaram a um termo final que era esperado a muito tempo. O resultado destas negociações passou ser considerado “um grande sucesso”. As potências mundiais, representadas pelo o P5+1 e o Irã assinam e celebraram este histórico acordo nuclear. 

O Grupo P5 +1 (Rússia, EUA, França, Inglaterra e China - cinco estados-membros do CS da ONU - mais a Alemanha), superando as dificuldades geopolíticas naturais de um acordo desta magnitude -  como as críticas agudas por parte de Israel e outros grupos que trabalharam contra este acordo – acertaram com o Irã.

Com este acordo, o Irã deixou de sofrer sanções econômicas imposta pelo ocidente. Como resultado deste acordo, o Irã suspendeu o enriquecimento de urânio e concordou em permitir de maneira voluntária a visita para uma fiscalização dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o plutônio gerado pelo Irã será enviado para fora do país e o comprometimento por um tempo indefinido, a não mais fazer pesquisas sobre o reprocessamento de combustível nuclear – o plutônio.

Este acordo inesperado e surpreendente  começou a ser consolidado devido: 
A eleição do moderado Hassam Houhani em 2013; 
A condução da política externa de Obama (doutrina Obama);
O impacto das sanções econômica imposta ao Irã pelo ocidente, produziram um cenário para este acordo que se tornou uma realidade em 2015. 

Ainda bem meu irmão!


domingo, 24 de agosto de 2014

UNASUL

A União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) é formada pelos doze países da América do Sul. O tratado constitutivo da organização foi aprovado durante Reunião Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Brasília, em 23 de maio de 2008. Dez países já depositaram seus instrumentos de ratificação (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), completando o número mínimo de ratificações necessárias para a entrada em vigor do Tratado no dia 11 de março de 2011. A UNASUL tem como objetivo construir, de maneira participativa e consensual, um espaço de articulação no âmbito cultural, social, econômico e político entre seus povos. Prioriza o diálogo político, as políticas sociais, a educação, a energia, a infra-estrutura, o financiamento e o meio ambiente, entre outros, com vistas a criar a paz e a segurança, eliminar a desigualdade socioeconômica, alcançar a inclusão social e a participação cidadã, fortalecer a democracia e reduzir as assimetrias no marco do fortalecimento da soberania e independência dos Estados.
Segundo dispõe o texto do Tratado, os seguintes órgãos compõem a estrutura institucional da UNASUL São:

a) Conselho de Chefes de Estado e de Governo; b) Conselho de Ministros das Relações Exteriores; c) Conselho de Delegados; e d) Secretaria Geral. Está prevista ainda a constituição de Conselhos de nível Ministerial e Grupos de Trabalho. Todas essas instâncias já se encontram em plena atividade.

A UNASUL conta hoje com oito conselhos ministeriais:

a) Energia;
b) Saúde;
c) Defesa;
d) Infra-Estrutura e Planejamento;
e) Desenvolvimento Social;
f) Problema Mundial das Drogas;
g) Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação;
h) Economia e Finanças.

A UNASUL conta ainda com dois Grupos de Trabalho: a) Integração Financeira (agora subordinado ao Conselho de Economia e Finanças); e b) Solução de Controvérsias em Matéria de Investimentos, em cujo âmbito estuda-se a possibilidade de criar mecanismo de arbitragem, Centro de Assessoria Legal e código de conduta para membros de tribunais arbitrais. A nova Secretária-Geral da UNASUL, Maria Emma Mejía, tomou posse em 9 de maio de 2011, por um período de um ano, após o qual será sucedida pelo venezuelano Alí Rodriguez, por igual período Nos termos do Tratado Constitutivo, cabe ao Secretário-Geral a execução dos mandatos que lhe forem conferidos pelos órgãos da UNASUL e a representação legal da Secretaria-Geral. O Secretário-Geral cumpre mandato de dois anos, renováveis uma única vez, por igual período. Em princípio, não pode ser sucedido por pessoa da mesma nacionalidade e deve exercer o cargo com dedicação exclusiva. A seleção de funcionários para a Secretaria-Geral deve seguir critérios de representação equitativa dos Estados Membros, incluindo, entre outros, critérios de gênero, étnicos e de idioma.

A UNASUL também possui uma Presidência Pro Tempore (PPT), que alterna a cada ano, seguindo a ordem alfabética dos países membros. O Chile (2008-09) e o Equador (2009-10) já ocuparam a presidência do bloco. Durante a III Cúpula Ordinária da UNASUL (Georgetown, novembro de 2010), a Guiana assumiu a Presidência de turno, que deverá ser transferida para o Paraguai no final de 2011. A UNASUL tem-se revelado um instrumento particularmente útil para a solução pacífica de controvérsias regionais e para o fortalecimento da proteção da democracia na América do Sul. Pouco após sua criação, a organização desempenhou importante papel mediador na solução da crise separatista do Pando, na Bolívia, em 2008. Em resposta à crise institucional ocorrida no Equador, em setembro de 2010, os Chefes de Estado da UNASUL decidiram incorporar um Protocolo Adicional ao Tratado Constitutivo, no qual foram estabelecidas medidas concretas a serem adotadas pelos Estados Membros da UNASUL em situações de ruptura da ordem constitucional. O Protocolo foi adotado na Cúpula de Georgetown, em novembro de 2010.

O estabelecimento de um mecanismo de Medidas de Fomento da Confiança e da Segurança pelo Conselho de Defesa Sul-Americano também foi um instrumento valioso para o fortalecimento da estabilidade, paz e cooperação na América do Sul. Como resultado de duas reuniões de Ministros das Relações Exteriores e da Defesa, realizadas em setembro e novembro de 2009, no Equador, foi adotado um conjunto de medidas nas áreas de intercâmbio de informação e transparência (sistemas de defesa e gastos de defesa), atividades militares intra e extra regionais, medidas no âmbito da segurança, garantias, cumprimento e verificação. Os procedimentos a serem adotados na aplicação dessas medidas foram aprovados pelos Ministros de Defesa reunidos em Guayaquil, em maio de 2010, e pelos Ministros de Relações Exteriores, em reunião realizada em Georgetown, em novembro do mesmo ano. Avanços igualmente significativos têm sido logrados em outras vertentes do processo de integração. O Conselho de Saúde Sul-Americano criou o Instituto Sul-Americano de Governança em Saúde (ISAGS), com o objetivo de apoiar os países da UNASUL no fortalecimento das capacidades nacionais e regionais de seus sistemas de saúde pública e no desenvolvimento adequado de recursos humanos. Uma de suas funções principais será a gestão do conhecimento já existente e a produção daquele que ainda se faz necessário, de forma compartilhada com os atores sociais e políticos relevantes na esfera social e da saúde.

O ISAGS, cuja sede será no Rio de Janeiro, é uma instituição de natureza comunitária, de caráter público, da qual participarão todos os Estados Membros da UNASUL. Seu programa de trabalho será articulado com instituições nacionais dos Estados Membros e com centros multilaterais de formação e pesquisa, através da integração em redes das chamadas “instituições estruturantes dos sistemas de saúde”, como os institutos nacionais de saúde, as graduações em medicina, enfermagem e odontologia, as escolas de saúde pública e as escolas para a formação de técnicos em saúde.

                                                                          FONTE: MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

O QUE É PRÉ-SAL

Um antigo lago de 800 km de extensão, com mais de 100 milhões de anos de idade, do tempo em que América e África formavam um só continente, é a mais nova e promissora fronteira para a exploração de petróleo no Brasil. A chamada camada pré-sal tem potencial para mais do que dobrar as atuais reservas brasileiras, estimadas em cerca de 14 bilhões de barris de petróleo – a 14ª maior do mundo. Leva esse nome porque as rochas de onde serão extraídos óleo e gás estão abaixo de uma barreira de sal de até 2 km de espessura, situada até 5 km abaixo da superfície do oceano.

Sua origem está no início do processo de separação dos continentes, quando o que era um imenso lago começou a se transformar em um golfo – ou seja, a ser invadido pelas águas do mar (hoje Atlântico Sul). A decomposição de microorganismos nesse lago/golfo, aliada à pressão do sal acumulado em sucessivas épocas de evaporação e do peso da própria água sobre ele, durante milhões de anos, deram origem a um depósito de óleo de alta qualidade, que a Petrobras prepara-se agora para explorar, em área que vai do Espírito Santo a Santa Catarina.

Inicialmente, especialistas chegaram a apontar reservas de até 100 bilhões de barris no pré-sal, o que colocaria o país entre os quatro maiores produtores do mundo. O governo trabalha hoje com a hipótese de haver 50 bilhões de barris na área. Só há estimativa técnica para um dos campos, o de Tupi, na bacia de Santos. No fim de 2007, a Petrobras concluiu análise apontando a existência de entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo e gás no local. Até então, e desde 1979, poços em águas rasas já haviam alcançado o pré-sal, mas com descobertas pouco significativas.

Com o avanço tecnológico, que levou a prospecção a águas mais profundas, os resultados começaram a crescer. Desde 2005, 15 poços da Petrobras atingiram a camada abaixo do sal, após investimento superior a US$ 1,5 bilhão. Do total, oito já foram testados. Todos com petróleo leve, de maior valor, e grande quantidade de gás. Para viabilizar a extração comercial, contudo, há ainda uma série de obstáculos. O primeiro diz respeito a perfurar o sal, que é como uma massa plástica. À medida que o poço é aprofundado, o sal se move e pode fechá-lo novamente, prendendo a coluna de perfuração. Outro desafio é a própria lâmina d’água, profunda, que exerce pressão sobre os equipamentos.

Adaptado da Folha de S.Paulo, de 30 de agosto de 2009.

domingo, 8 de junho de 2014

"MASTURBAÇÃO SOCIOLÓGICA" DA COPA FIFA

Uma partida de futebol, é um espelho da vida onde erros e acertos acontecem: Faltas leais e desleais, gols ilegais e outros, frutos do individualismo ou de uma jogada coletiva são espetaculares. Em uma copa de futebol, como esta que estar à acontecer no Brasil, não seria diferente. Um evento em que muitas jogadas serão realizadas, algumas ficarão na memória desta geração que terão a oportunidade de viver em seu país este evento global e que poderá ser o último. Não acredito que outra copa de futebol da FIFA venha acontecer no Brasil.

Neste sentido, quero expressar minha visão positiva sobre este evento global que o Brasil inteiro comemorou, quando da escolha para que este país fosse a sede da copa do mundo de futebol em 2014. Quero deixar claro que não comungo com essa “MASTURBAÇÃO SOCIOLÓGICA DO NEGATIVISMO” sobre a copa do mundo. O que estou a ler e a ouvir sobre este evento, é como se este evento fosse a causa de todos os males que ocorre no país. Quero lembrar que os problemas sociais são históricos. 

Desde quando a elite sanguessuga paleolítica da política brasileira  se preocupou com a educação e saúde? Agora estão? Me poupe... Muitos brasileiros, “EMPREADO” pelo discurso dessa elite sanguessuga paleolítica, transformou, a copa FIFA e este governo popular e democrático – que tem enfrentado até elite SUPREMA – como CULPADA  da causa dos males históricos

Os governos de Lula e Dilma tem proporcionado uma experiência que nunca se viu na história desde país, um Estado com política pública voltado para a classe menos favorecida através dos programas sociais que essa elite sanguessuga paleolítica brasileira teima em criticar como politiqueira. Os acertos e os erros ocorreram no decorrer do preparatório e irão ocorrer ao longo do mundial. Entre o acertos, está a parceria entre os setores público e privado na construção da infraestrutura para a realização do evento onde os investimentos feitos em quatro anos são reais e que, se não fosse a copa, não seria aplicado em não menos vinte anos ...

A copa do mundo no Brasil é um gol de placa em uma “partida de futebol” com os erros, acertos e com juízes – milhões diga-se de passagem – que estão a apitar um jogo jogado na esfera da política-eleitoreira. Neste jogo, jogado pelo Brasil, não está, com certeza, a eficiência e pontualidade saxônica, pois no “esquema tático”, essa característica faz parte da cultura latina-brasileira. 

A copa é “nossa” e ela vai dar certo do nosso jeito, do jeito brasileiro. E é isso que essa elite sanguessuga paleolítica, o “sindicalismo da chantagem” e o anarquismo dos Black Bloc não estão a aceitar. Um grande lance e um grande  um gol de placa espero que venha a acontecer nesta "partida de futebol".

Vamos lá Brasil !!!!

domingo, 11 de maio de 2014

RELATÓRIO DE BRUNDTLAND

Na década de 1980, a comunidade mundial, tendo à frente a ONU, promoveu um debate sobre as questões ambientais. Para chefiar os trabalhos a ONU indicou a primeira ministra da Noruega, Dra. Gro Harlem Brundtland. Essa comissão debateu o tema “Meio Ambiente e Desenvolvimento” e concluiu os estudos em 1987. O relatório final ficou conhecido como “Nosso Futuro Comum” e oficialmente é o “Relatório de Brundtland”, o qual propôs o Desenvolvimento sustentável. (O Desenvolvimento sustentável, é aquele que atende as necessidades da geração presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem suas necessidades). 

O Relatório de Brundtland, sugere várias medidas que devem ser tomadas pela comunidade mundial, organizações internacionais de desenvolvimento, pelas sociedades nacionais e pelos governos para que aconteça o “Desenvolvimento Sustentável”.

Entre essas medidas estão:

1. Redução do ritmo do crescimento populacional nos países subdesenvolvidos; 
2. Garantir a todos o aos recursos básicos (água, alimentos, energia) alongo prazo; 
3. Medidas protetoras da biodiversidades e dos ecossistemas; 
4. Diminuir o consumo de energia de fontes não renováveis e o desenvolvimento de tecnologia com uso de fontes energéticas renováveis; 
5. Contribuir para a industrialização nos países subdesenvolvidos com base em tecnologias ecologicamente adaptadas; 
6. Controlar a urbanização em curso, além de organizar as áreas já urbanizadas; 
7. Atender as necessidades básicas da população (saúde, educação, moradia); 
8. Evitar medidas militares para soluções de conflitos (guerras).

Numa sociedade mundial, condicionada ao consumo (sociedade de consumo), prática fomentada ao longo da evolução do sistema capitalista, deixa claro que haverá grandes dificuldades para a implementação do Relatório de Brundtlande. Cabe a nós, sociedades civil, está vigilante e pressionar governos, grupos privados a implementar essas medidas.     

sábado, 21 de dezembro de 2013

UCRÂNIA: UMA "NOIVA" DISPUTADA

A Revolução Laranja foi uma série de manifestações em toda as regiões da Ucrânia contrárias ao resultados das eleições de 2004, devido as acusações de favorecimento ao candidato Viktor Yanukovych – com bênção da Rússia de Putin   derrotando, o candidato da oposição.  As manifestações surtiram efeito e uma outra eleição foi realizada com a vitória do candidato Viktor Yushchenko, com apoio de Putin.


Agora a Ucrânia está envolta de novas manifestações. Essas, contrárias às decisões tomadas pelos velhos atores da Revolução Laranja de 2004. O Atual presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich (pró-Rússia) venceu as eleições corrida em 2010, derrotando a primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko (pró- União Europeia).

O presidente eleito, Viktor Yanukovich, ao londo de seu governo, tomou a decisão de não assinar um acordo que possibilitaria uma maior integração com a União Europeia (Bloco econômico formado por 28 países da Europa) e, ao mesmo, tempo deixou claro ação de uma aproximação maior com a Rússia. A decisão tomada em novembro de 2013 frustrou os partidários dos que sonham em fazer parte da União Europeia e em função dessa decisão, milhares de ucranianos foram as ruas manifestar seu descontentamento.


No sentido de buscar um alívio para seu governo, o presidente, Viktor Yanukovych, visitou a Rússia do aliado Vladimir Putin na tentativa de garantir investimentos econômicos da grande potência do leste europeu.  Neste sentido, a visita foi positiva pois a  Rússia irá investir US$ 15 bilhões e reduzirá o preço do gás concedidos Kiev. 

Agora, eu, aqui, pensando sobre esse novo-velho enredo do leste europeu, me atrevo a afirmar que esta visita teve encontros a portas fechadas e a sete chaves. Uma “consulta” do atual presidente ucraniano Viktor Yanukovich sobre o que fazer se as manifestações se tornarem mais fortes. A resposta do presidente Vladimir Putin da Rússia – que está observando o avanço da União Europeia e da Otan em direção do leste europeu, buscando isolar a Rússia na Europa e “empurrado” a mesma para a Ásia – deve ter dito: "desce o cassete”, que o “papai” está aqui para proteger um “país amigo” e é lógico proteger o meu ”quintal”.

sábado, 24 de agosto de 2013

PIAUÍ, A NOVA FRONTEIRA PETROLÍFERA BRASILEIRA

O cenário econômico piauiense para os próximos anos assinala grandes oportunidades no campo da mineração. Já é realidade os jazimentos de níquel, ferro e manganês na região sudeste do Piauí, na região dos municípios de Paulistana, Capitão Gervásio de Oliveira, São Raimundo Nonato, São João do Piauí, entre outros localizados em áreas de estrutura geológica cristalina da Era pré-cambriana. É realidade também, na região dos cerrados, a sojicultora desde os anos de 1980. O Piauí, juntamente com a Bahia e Maranhão tornaram-se o polo de grão do nordeste brasileiro. Agora uma nova realidade se apresenta para o Piauí, pois a ANP – Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível – realizou com êxito nos dias 14 e 15 de maio o leilão de 14 lotes piauienses na bacia do Parnaíba. Os lotes piauienses vendidos estão localizados em terra, no total de treze blocos e um bloco na bacia de Barreirinhas, em mar. Com esta nova realidade, o Piauí tornou-se uma futura nova fronteira petrolífera, com potencial para gás e petróleo.

As empresas vencedoras foram:
Petra Energia (5 blocos),
Petrobrás (4 blocos),
OGX Petróleo e Gás (2 blocos),
Sabre internacional Energia (1 bloco)

Localizado na Bacia sedimentar Meio Norte, o Piauí, possui uma formação geológica sedimentar, com a maior parte de formação Paleo-Mesozóica, disponibilizou 12 lotes, que abrange uma área de 36 mil quilômetros quadrados, em 33 municípios piauienses a saber:

São eles:
Alvorada do Gurguéia, Amarante, Antonio Almeida, Arraial, Baixa Grande do Ribeiro, Bertolínia, Cajazeiras do Piauí, Canavieira, Canto do Buriti, Colônia do Gurguéia, Currais, Elizeu Martins, Flores do Piauí, Floriano (O centro das atividades de exploração), Francisco Ayres, Guadalupe, Itaueira, Jerumenha, Landri Sales, Manoel Emídio, Marcos Parente, Nazaré do Piauí, Oeiras, Pajeú do Piauí, Palmeira do Piauí, Pavussu, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Ribeiro Gonçalves, Rio Grande do Piauí, São Francisco do Piauí, São José do Peixe, Sebastião Leal e Uruçuí.

Vamos em frente! Mesmo sendo um Estado que historicamente é representado e governado por grupos ou grupetos, que não tem um projeto político e econômico que nos leve para um desenvolvimento econômico em longo prazo, devemos estar atentos nas ações governamentais para que esta riqueza produzida seja de fato socializada e a sociedade piauiense venha se beneficiar com serviços públicos com qualidade. 

ACORDA PIAUÍ!

terça-feira, 30 de julho de 2013

O IDHM DE TERESINA-2010


O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DE TERESINA – 2010

CRITÉRIOS:
Educação – 0,707
Longevidade -  0,820
Renda – 0,731
IDMH – 2010
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Teresina é 0,751, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,219), seguida por Longevidade e por Renda.

Ranking
Teresina ocupa a 526ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil. Em relação aos 224 outros municípios de Piauí, Teresina ocupa a 1ª colocação entre os 224 do Estado do Piauí.

DEMOGRAFIA E SAÚDE
População                
Entre 2000 e 2010, a população de Teresina teve uma taxa média de crescimento anual de 1,41%. Na déada anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 2,04%. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,01% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu -0,04%.

Estrutura Etária
Entre 2000 e 2010, a razão de dependência de Teresina passou de 52,48% para 41,23% e o índice de envelhecimento evoluiu de 4,18% para 5,66%. Entre 1991 e 2000, a razão de dependência foi de 69,36% para 52,48%, enquanto o índice de envelhecimento evoluiu de 3,23% para 4,18%.

Longevidade, mortalidade e fecundidade
A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Teresina reduziu 50%, passando de 32,7 por mil nascidos vivos em 2000 para 16,1 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado do Piauí são de 23,1 e no Brasil é de 16,7 por mil nascidos vivos,

EDUCAÇÃO
Crianças e Jovens
A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDHM Educação. No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 12,61% e no de período 1991 e 2000, 57,72%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 61,50% entre 2000 e 2010 e 99,86% entre 1991 e 2000. A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 91,54% no período de 2000 a 2010 e 119,80% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 131,56% entre 2000 e 2010 e 93,41% entre 1991 e 2000.

Adulta
A escolaridade da população adulta é importante indicador de acesso a conhecimento e também compõe o IDHM Educação. Em 2010, 64,21% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 45,78% o ensino médio. Em Piauí, 41,81% e 26,87% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade. A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 10,36% nas últimas duas décadas.

A RENDA PER CAPITA
A renda per capita média de Teresina cresceu 118,72% nas últimas duas décadas, passando de R$346,37 em 1991 para R$498,40 em 2000 e R$757,57 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 43,89% no primeiro período e 52,00% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 20,88% em 1991 para 11,61% em 2000 e para 4,44% em 2010.

GINI
A desigualdade diminuiu:
O Índice de Gini passou de 0,63 em 1991 para 0,64 em 2000 e para 0,61 em 2010.

Obs:
O que é razão de dependência?
População de menos de 14 anos e de 65 anos  (população dependente)  ou mais em relação à população de 15 a 64 anos  (população potencialmente ativa)
O que é índice de envelhecimento?
População de 65 anos ou mais em relação à população de menos de 15 anos


                                                              Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil - 2013

sábado, 20 de julho de 2013

UNIÃO EUROPÉIA: UM BLOCO EM CRESCIMENTO

A Croácia, foi o ultimo país oficializado como mais um membro da União Europeia –
uma ex-republica da antiga Iugoslávia – que agora passa ter 28 países por enquanto, já que o Reino Unido está em processo de saída da União Européia. Neste bloco, temos o Espaço Schengen - Atualmente com 26 países que permitem a livre circulação de pessoas dentro dos países signatários sem a necessidade de apresentação de passaporte nas fronteiras e a chamada Eurozona – área para livre circulação da moeda única, o Euro – que é formado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, República da Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Portugal, Letônia e a Lituânia que integrou a área do euro em 1 de janeiro de 2015 e tornou-se o seu 19.º Estado-Membro.
O processo de expansão dentro da União Européia continuará uma vez que um número crescente de países manifestaram interesse em aderir.  Entre os países candidatos estão:
 
MACEDÔNIA
População:
2,05 milhões de habitantes
Espaço
Schengen: Não faz parte
ISLÂNDIA
População:
300 000 habitantes
Espaço
Schengen: Faz parte desde 1996
MONTENEGRO
População:
600 000 habitantes
Espaço
Schengen: Não faz parte
SÉRVIA
População:
7,4 milhões de habitantes
Espaço
Schengen: Não faz parte
TURQUIA
População:
71,5 milhões de habitantes
Espaço
Schengen: Não faz parte

Este grupo países estão em negociações para ingressarem na União Européia que apresenta o maior grau de integração econômica e social no mundo. De certa maneira, os países que fazem parte do bloco estão usufruindo, em um grau maior ou menor, dos benefícios contidos nos principais objetivos da União Européia. São eles: Promover a unidade política e econômica entre os países que compõem a União Européia através de medidas adotadas pelas instituições supranacionais; Reduzir as desigualdades sociais e econômicas regionais dentro do bloco com a melhoria das condições de vida e de trabalho dos cidadãos europeus e proporcionar paz, harmonia e equilíbrio na Europa.

sábado, 16 de março de 2013

AS LÁGRIMAS DE MARÇO

A morte é imprevisível e impacta. Nos dias 5 e 6 de março de 2013, morreram o presidente da Venezuela Hugo Chaves e o vocalista da banda Charlie Brown Jr - o Chorão. Duas mortes que repercutiram e que me atrevo a fazer uma comparação entre as duas perdas. Salvadas as devidas proporções.

No Brasil, morreu o Chorão, um artista que influenciou uma geração de jovens que acompanharam sua carreira de sucesso. Um dia antes, milhões de jovens, adultos e idosos choraram a morte física do seu presidente Hugo Chaves.

O choro pelo Chorão, foi um choro de perda de um artista que expressava-se de forma clara as idéias contestadora que chegava facilmente no meio dos jovens brasileiros. Ideias que criticavam o status quo, que confrontavam as decisões vigentes imposta pela elite política e capitalista, influenciando os diversos aspectos da vida dos jovens na sociedade brasileira.

Já o choro dos venezuelanos, é um choro da perda de um chefe de estado que não aceitava o status quo global, organizada dentro de um modelo caracterizado pela globalização econômica. Chaves, um nacionalista estatizante – E, que na visão da elite sanguessuga mundial liberal – foi estereotipado nas varias oportunidades criadas, como um retrógrado nacionalista e ditador.

Já o choro pelo chorão, se deu e se dará na sociedade brasileira devido a defesa de seus pensamentos enquanto artista, esqueitista e letrista-poeta, que será lembrado por gerações dos jovens-adultos deste meu Brasil


Já, o chorá dos venezuelanos se dá e se dará pela falta do presidente que não governou para a elite sanguessuga paleolítica defensora do neoliberalismo e, sim, para venezuelanos desprovidos historicamente do acesso a renda e que, com certeza, dividirá ainda mais a Venezuela.

Na poesia de chorão, há uma frase que diz assim “ Só os loucos sabem”... Será loucura fazer o diferente e nadar contra a maré do senso comum? Chaves chorão ou chorão chaves... Não sei! Só sei que sou mais um louco, pois não navego na defesa total do que está colocado e aceitado.

Não aceito a ideia produzida de que o mundo global, o mundo da globalização neoliberal que chaves era ditador. Como ditador? por ir de encontro ao que está imposto na ordem vigente?

Mesmo com suas mazelas, ele foi eleito diretamente pelo povo em eleições limpas: Por ter sido um nacionalista e de ter pregado a integração dos países latinos americanos ele merece ser considerado um falastrão, pelo fato de não embarcar na doutrina vigente da globalização, ele merece ser adjetivado de retrógrado? Sabe ... Não sei... Mas Chaves, mostrou que a chave que abre a porta das oportunidades para os desassistidos tem que ser usada. Mas será que ele usou de maneira correta? Eita elite podre essa! Elite que em função da defesa do ganho econômico, esquecem-se do básico social.

O chorão e o Chaves se foram, mais deixaram suas posições e contestações na defesa de seus ideais. Eles se foram, mas deixaram seus legados.

Só sei que a marionete-sociedade, manipulada como um boneco pela elite econômica e midiática, produzirá, na Venezuela, no Brasil e no mundo, factoides para levar ao óbito as ideais da prática das politicas sociais diretas no combate a pobreza. Cabe aos que ainda não foram alienados, a se levantar para a defesa direta das soluções dos problemas sociais e na defesa o maior legado do chavismo na América Latina, A defesa da integração dos países latinos americanos.