domingo, 21 de agosto de 2011

AS TEORIAS DEMOGRÁFICAS

Desde o século XVIII, teóricos buscam entender o crescimento populacional no mundo. Daí até os dias atuais foram surgindo teorias como a de Malthus, a neomalthusiana, a reformista e a ecomalthusiana

TEORIA MALTHUSIANA

Thomas Robert Malthus, nasceu em Fevereiro de 1766 em Rookery, perto de Guildford, (Surrey) e faleceu a 23 de Dezembro de 1834 em Bath em 1798, publicou no livro “Ensaio sobre o princípio da população” a teoria que segundo o autor, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Assim, segundo a sua visão, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.

TEORIA NEOMALTHUSIANA

É uma teoria que começa a se desenvolver no início do século XX. Essa teoria somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias das condições urbanas e ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse. Os estudiosos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo. Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando ao controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.

TEORIA REFORMISTA OU MARXISTA

As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às anteriores, sua principal afirmação nega o princípio, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Segundo essa teoria, é a pobreza que gera a superpopulação, sendo assim, caso não houvesse pobreza, as pessoas teriam acesso à educação, saúde, higiene etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população. Essa teoria defende que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais – na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda,visando ao acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.

TEORIA ECOMALTHUSIANA

É o ressurgimento da teoria de Malthus dentro desse novo paradigma ambiental. Para a teoria ecomalthusiana, controlar o crescimento populacional é uma das formas de preservar a natureza, pois, quanto maior a população, maiores os impactos ambientais. Segundo os ecomalthusianos, os países subdesenvolvidos são os que mais degradam o ambiente devido aos altos índices de natalidade. É bem verdade que os países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil, às vezes são omissos em relação aos problemas ambientais, porém já foi provado que os países que mais degradam o meio ambiente são os que detêm o padrão de comportamento consumista encontrado nos países desenvolvidos.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

ÁFRICA: O CONTINENTE DA FOME

África, o continente-mãe que “chora” a perda de seus filhos por séculos, desde quando os Franceses, Portugueses, holandeses, Espanhóis e ingleses estabeleceram um tráfico em grande escala em um comércio de seres humanos capturados como mercadoria, para servir de mão de obra escrava no passado. E agora, no presente, a perda de seus filhos para a epidemia da AIDS e para a epidemia geradora de diversas doenças, a fome.

Como um grande produtor e exportador de produtos agrícola não conseguem alimentar sua população? Se num passado não muito distante, sem a presença dos colonizadores europeus, a África era um continente auto-suficiente. Na África pós-colonizada a estrutura produtiva que era voltada para o mercado interno voltou-se para o mercado externo e na atual África, a escassez de alimento em alguns países levaram a uma instabilidade política, desse modo, a fome é, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da pobreza e dos conflitos internos atuais.

Numa situação interna, em alguns países, com ausência de governos democráticos estabelecidos no continente, em uma das regiões mais pobres do mundo como o Chifre africano, no nordeste da África, que em 2011 está a passar pela pior seca dos últimos 60 anos, agravando o sofrimento nos países como: Eritréia, Djibuti, Etiópia, Quênia e Somália a fome se torna crônica. De acordo com a ONU, a epidemia de fome já foi declarada em cinco regiões da Somália, o país mais castigado pela crise.

Para a ONU, milhões de africanos morrerão de fome ou das doenças resultantes da deficiência alimentar, que não chega à quantidade mínima necessária de calorias diárias. As ações humanitárias por partes de várias nações são atenuantes e muito importantes, mas não deve ser a única ação, principalmente por parte dos países europeus que historicamente foram e ainda são influenciadores, do ponto de vista político e econômico.

Esta situação de indigência da África é uma herança do processo de colonização – Que não levou em consideração os aspectos culturais dos milhares grupos étnicos africanos e sim, os interesses das metrópoles européias – do desastroso processo de descolonização e que associada as atuais características do mundo da globalização econômica, que “esquece” a maioria dos países africanos que não são atraentes do ponto de vista econômico, são as principais causas da fome, dos conflitos de diversas gêneses e por último das condições naturais do continente Africano

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Estados Unidos da América - EUA

1. Dados Básicos

Nome Oficial: Estados Unidos da América
Capital: Washington, DC
Área: 9.631.418 km²
População (2009): 305,8 milhões
Idiomas: Inglês (82,1%), Espanhol (10,7%), indo-europeus (3,8%), idiomas asiáticos e de ilhas do Pacífico (2,7%), outros (0,7%) (censo de 2000)
Etinias: Brancos (81,7%), negros (12,9%), asiáticos (4,2%), ameríndios e nativos do Alasca (1%), nativos do Havaí e outras ilhas do Pacífico (0,2%)

Obs.: os hispânicos não são listados à parte pelo US Census Bureau. Para efeitos de estatística, as pessoas de ascendência hispânica podem pertencer a qualquer das três raças ou grupos étnicos listados.


Religiões: Protestantes 52%, católicos 24%, mórmons 2%, judeus 1%%, muçulmanos 1%, outras (10%).
Sistema Político: Presidencialismo
Chefe de Estado e de Governo: Barack H. Obama (desde 20 de janeiro de 2009)
Secretária de Estado: Hillary R. Clinton
PIB (2008): US$ 14,1 trilhões
PIB PPP (EIU, 2008) US$ 14,1 trilhões
PIB “per capita” (2008) US$ 46.534
Unidade Monetária: Dólar americano (US$ ou USD)

2. Aspectos Gerais


2.1. Geografia

Localização e Superfície

Os Estados Unidos são o quarto maior país do mundo, em extensão territorial, depois de Rússia, China e Canadá. São constituídos de 48 estados contíguos e do Distrito de Columbia, sede da capital do país, bem como dos estados do Alasca, a noroeste do Canadá, e do Havaí, distante cerca de 3.400 quilômetros da Costa Oeste americana, e dos territórios de Guam, Ilhas Virgens, Porto Rico, Somoa e outras ilhas do Pacífico.

A superfície total dos EUA é de 9.629.091 quilômetros quadrados, estendendo-se por 4.500 km da Costa Leste à Costa Oeste e 2.570 km de Norte a Sul. O país faz fronteiras com o Canadá, ao norte, com o México, ao Sul, e com os Oceanos Atlântico, a leste, e Pacífico, a oeste, perfazendo um total de 19.924 km de litoral.

Regiões geográficas Relevo e clima

O país divide-se em seis regiões geográficas distintas:

1) Nova Inglaterra - Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont. Essa região tem a segunda maior concentração populacional (aprox. 72 hab/km2);
2) Médio-Atlântico – Delaware, Maryland, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Virginia, West Virginia e o Distrito de Columbia (sede da capital da nação - Washington). Maior densidade demográfica dentre as seis regiões (cerca de 80 hab/km2);
3) Sul – Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Tennessee e Texas;
4) Região Central – Indiana, Illinois, Iowa, Kansas, Michigan, Minnesota, Missouri, Nebraska, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Dakota do Sul e Wisconsin;
5) Região Oeste (“Mountain Region”) – Arizona, Colorado, Idaho, Montana, Nevada, Novo México, Utah e Wyoming. Área de baixa densidade demográfica (aprox. 5 hab/ km2).
6) Região do Pacífico – Alasca, Califórnia, Havaí, Oregon e Washington. A Califórnia é o estado mais populoso da nação, com aproximadamente 34 milhões de habitantes.

A topografia do país consiste de vasto planalto central cercado por montanhas no Oeste e Planaltos desgastados no Leste (“Rocky Mountain”). No Alasca a maior parte do território é composta por montanhas e vales. O Havaí possui topografia acidentada de origem vulcânica. O clima é principalmente temperado, com predominância de clima tropical no Havaí e na Flórida, ártico no Alasca, semi-árido nas planícies a oeste do Rio Mississippi, principal rio navegável do país, e árido no sudoeste, onde estão localizados os grandes desertos americanos.

3. Cronologia Histórica:

1861: Início da Guerra Civil Americana (até 1865, com a derrota dos confederados)
1898: Início da Guerra Hispano-Americana (aquisição de Porto Rico, Cuba e Filipinas)
1914: Início da 1ª Guerra Mundial; Estados Unidos entram no conflito só em 1917
1929: Quebra da Bolsa de Nova York;Grande Depressão;“New Deal”de Roosevelt em 1932
1941: Ataque japonês a Pearl Harbor; bombas atômicas sobre o Japão em 1945
1944: Conferência de Bretton Woods cria FMI e Banco Mundial; dólar é reserva internacional
1945: Ata de San Francisco; criação da Organização das Nações Unidas
1947: Assinatura do GATT, Acordo Geral de Tarifas e Comércio (futura OMC)
1947: Plano Marshall para a reconstrução européia (US$130 bilhões, em dólares de (2006)
1949: Criação da OTAN; início da Guerra Fria com a URSS
1950: Envolvimento norte-americano na Guerra da Coréia (até 1953)
1954: Início do movimento de direitos civis
1961: Corte das relações diplomáticas com Cuba; tentativa de invasão da Baía dos Porcos
1964: Envolvimento militar no Vietnã após ataque a navio americano no Golfo de Tonkin
1968: Martin Luther King Jr. e Robert F. Kennedy são assassinados; Partido Democrata racha na Convenção em Chicago e Richard Nixon é eleito Presidente
1971: EUA suspendem conversibilidade do dólar em ouro; crise monetária mundial
1972: Nixon visita a China; EUA e URSS assinam acordo para limitação de armas
1973: Embargo da OPEP causa choque do petróleo e crise na economia
1974: Nixon renuncia após escândalo Watergate
1975: EUA se retiram do Vietnã após intensa campanha de mobilização social
1978: Carter promove Acordo de Camp David (Sadat e Begin); fim do conflito Egito-Israel
1981: Governos Reagan. Invasão de Granada (1983) e escândalo“Irã-Contras”(1986)
1987: Gorbachov e Reagan assinam tratado de redução de arsenal nuclear; declínio da URSS
1990: George Bush “pai” lidera Guerra do Golfo após invasão do Kuwait pelo Iraque
1992: Presidentes Bush e Gorbachov se encontram em Camp David; fim da Guerra Fria
1993: Assinatura do NAFTA (acordo de livre comércio e regras com México e Canadá)
2001: Ataques ao World Trade Center e ao Pentágono fazem quase 3000 mortos
2002: George W. Bush inicia guerras contra o Iraque e o Afeganistão
2008 - 2011: Barack Obama, primeiro Afro-americano a eleger-se Presidente da República; Em 2008 um pacote de ajuda de US$ 700 bilhões para ajudar os bancos afetados com a crise do subprime e às montadoras de automóveis; Anuncia a retirada gradativa das tropas americana do Iraque e Afeganistão; Visita oficialmente o Brasil; No Afeganistão, militares americanos conseguem matar Ozama Biladen; Desgaste do governo Obama com o impasse entre os Republicano e Democrata, no congresso, no processo de tramitação e a aprovação da elevação do “teto” da dívida.

4. Causas da atual crise econômica

- Gastos exorbitantes com guerras “contra o Terrorismo”;
- A ajuda publica, no socorro aos bancos com a crise do Subprime;
- O contínuo crescimento anual do Déficit público
- A crença de uma economia “vacinada” contra crise

Entenda a Origem da Crise.

É público que os Estados Unidos estão passando por uma enorme crise financeira. Crise esta, que começou com uma crise no mercado imobiliário americano (Crise do subprime). Desde 2001, o mercado imobiliário americano vinha crescendo de forma acelerada. A causa disso foi à queda dos juros FED (Banco Central americano), que diminuíram para recuperar a economia. Com isso a demanda por imóveis cresceu, incentivada pelos baixos juros nos financiamentos imobiliários e nas hipotecas. Em 2005, isso se tornou um ótimo negócio. Muitos americanos tiveram acesso a financiamentos e compraram casas, com a intenção de revendê-las com a futura valorização. Isso fez com que a quantidade de empréstimos com juros maiores, para clientes de baixa renda e com histórico de inadimplência aumentasse - os chamados clientes subprime. Esse tipo de empréstimo é de alto risco, pois as chances de não ser pago são maiores, mas em compensação oferecem uma taxa de retorno maior aos bancos. Os agiotas (financeiras) americanos ávidos por lucros exorbitantes, irresponsavelmente colocaram a economia americana e mundial em grande risco.

Fonte: Ministério das relações Exteriores - DPC

segunda-feira, 25 de julho de 2011

G-20

Desde 1999, os países que possuem as maiores economias do mundo reúnem-se em um grupo chamado de G-20. Nascido durante uma reunião do G-8 (as sete maiores economias influentes do mundo mais a Rússia),o G-20 vem se tornando desde então o principal “espaço” para discutir temas de ordem econômica global, pois o crescimento das economias emergentes mesmo com a recente crise tem fortalecido a defesa de uma cooperação e participação internacional mais representativa.

Os países emergentes do G-20 defendem uma maior participação das economias em desenvolvimento nas Instituições importantes como o FMI e o BIRD ou Banco Mundial. Esta nova postura das “novas economias” foi expressa na declaração dos líderes, na Cúpula de Pittsburgh, em 2009, para incluir as principais economias emergentes nos seus esforços em coordenar e monitorar o progresso no fortalecimento da regulamentação financeira. Este pleito é fruto dos resultados políticos das mudanças na divisão internacional do trabalho, pois a maior parte dos membros que se uniram ao G8 são países sub-centrais.

O G-20 é composto pelos Ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de 19 países: os que formam o G8 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, e ainda 11 emergentes: Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. Além do bloco da UE, representado do pelo BC Europeu e pela presidência rotativa do Conselho Europeu. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, assim como os Comitês Monetários e Financeiros Internacional e de Desenvolvimento, por meio de seus representantes, também tomam assento nas reuniões do G-20.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ESPANHA - CRISE ECONÔMICA

Dados Básicos

Capital: Madri
Área: 504.880 km²
População (2008) 45,5 milhões de habitantes
Idiomas: Espanhol castelhano (oficial): 74%; catalão: 17%; galego: 7%; basco: 2%
Etnias: Mediterrâneos e nórdicos
Principais Religiões: Catolicismo: 79,4%; outras religiões: 2,3%; não se identifica com nenhuma religião: 17%
Sistema Político: Monarquia parlamentarista
Chefe de Estado: Rei Juan Carlos I (desde 1975)
Primeiro Ministro: Presidente José Luis Rodriguez Zapatero (PSOE); desde abril de 2004
PIB (2008) US$ 1,61 trilhão
PIB “per capita” (2008) US$ 35,40 mil

Geografia

Localização e superfície

A Espanha, que possui uma área de 504.880 km², segundo maior país da União Européia, é um país que está situado na Península Ibérica, porção ocidental da Europa, Seu território faz fronteira; ao sul e a leste: Mar Mediterrâneo, e o Estreito de Gibraltar (Britânico); ao norte: França, Andorra e pelo Golfo de Biscaia; a oeste e Noroeste: Portugal e o Oceano Atlântico. Além das Ilhas Baleares ( Mar Mediterrâneo) e as Ilhas Canárias ( Oceano Atlântico), e Ceuta e Melilla ( Cidades autônomas, no norte do Continente africano).

Dinâmica Populacional e econômica

A população se encontra distribuída de forma irregular pelo seu território (Causas: processo histórico, econômico e físico), com maior concentração ao norte (região da Catalunha até a Galícia) e ao sul na fachada mediterrânea; no centro do país, há uma menor concentração populacional, exceto Madrid, a capital nacional. Criada por Felipe II em 1561. Sua população de 45,5 milhões de habitantes (2008) tem crescido em boa parte graças ao fenômeno da imigração e de uma política natalista que permitiu, no final do XX e início do século XXI, uma retomada do crescimento de 3% ao ano, o que é importante num país onde predomina uma população de velhos e adultos. No aspecto econômico, a Espanha tem como principais atividades: A indústria da construção civil, em crise desde 2008, que representou em 2007 11% da economia e a que mais gera empregos diretos; logo em seguida vem a Indústria do Turismo, que vem sendo afetado pela crise européia. E, por último, a Indústria automobilística totalmente controlada pelas multinacionais.

Cronologia Histórica

1873 - Proclamação da I República Espanhola
1888 - Fundação da União Geral de Trabalhadores e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE)
1898 - Guerra Hispano-Americana, perda dos territórios de Cuba e Filipinas
1914 - Neutralidade espanhola na I Guerra Mundial
1923 - Início da ditadura do General Primo de Rivera (até 1930)
1931 - Proclamação da II República Espanhola, em abril
1936 - Início da Guerra Civil Espanhola, entre nacionalistas e republicanos
1939 - Início do governo ditatorial do General Francisco Franco (até 1975); Espanha permanece neutra na II Guerra Mundial
1945 - Espanha tem seu ingresso negado pela ONU
1955 - Admissão da Espanha na ONU
1960 - Fase de crescimento econômico; surgimento de grupos terroristas como o ETA e o FRAP
1962 - Espanha solicita sua entrada no Mercado Comum Europeu
1973 - Assassinato do PR Luis Carrero Blanco, pelo ETA
1975 - Morte do General Francisco Franco, em novembro; início da transição para a democracia (até 1982),com o Rei Juan Carlos I; Adolfo Suárez é designado PR de Governo pelo Rei Juan Carlos
1978 - Promulgação da Constituição democrática (ainda em vigor)
1982 - Eleição de Felipe González, do PSOE, à Presidência de Governo
1986 - Adesão da Espanha à Comunidade Econômica Européia
1992 - Jogos Olímpicos de Barcelona
1996 - Partido Popular vence eleições gerais, liderado por José María Aznar
1999 - Adesão da Espanha à União Econômica e Monetária Européia
2000 - Eleições gerais: maioria do PP. Aznar continua à frente do Governo
2002 - Entra em vigor do euro como moeda única européia
2003 - Aznar apoia invasão do Iraque e envia tropas para combate na região
2004 - Séries de atentados terroristas em Madri matam 191 pessoas; PSOE ganha as eleições e José Luís Rodríguez Zapatero tornam-se Presidente do Governo; Zapatero toma como primeira medida a retirada das tropas do Iraque
2006 - ETA anuncia cessar-fogo permanente em toda região espanhola
2007 - Atentado a bomba põe fim às negociações entre os separatistas e o Governo de Madri; Carro-bomba explode na Universidade de Pamplona
2008 a 2010 - A Economia espanhola foi fortemente atingida pelos efeitos da crise econômica internacional,

Causas da crise

- A crise das hipotecas dos Estados Unidos(2007) afetou de forma indireta ao mercado imobiliário espanhol.(Principal atividade econômica), gerando alto índice de desemprego;
- A queda contínua do PIB em 2008, 2009, e um possível 2010;
- Crise e insegurança no setor financeiro, pois os bancos financiaram a maior parte das operações imobiliária
- A taxa de desemprego da Espanha (19%) é mais do que o dobro da média na União Europeia. E a economia do país ainda luta para se recuperar, com o governo cortando gastos para reduzir o déficit no orçamento.

Ministério das relações exteriores - DPC

quinta-feira, 21 de julho de 2011

GRÉCIA: CRISE ECONÔMICA

Aspectos Gerais

Nome Oficial: República Helênica
Capital: Atenas
Área: 131.957 km2
População (2008) 11 milhões de habitantes
Idioma: Grego
Principais religiões: Cristianismo - 98% (97,5% ortodoxos gregos; 0,4% católicos; 0,1% protestantes; Islamismo; 1,5%; outras - 0,5%.
Sistema de Governo: República Parlamentarista
Primeiro Ministro: George Papandreou

Geografia

Localização e superfície

A Grécia é uma península, que se estende sobre o mar, ao sul dos Bálcãs, com um prolongamento no mar Mediterrâneo Oriental. Sua conformação atual abrange uma área de 131.957 quilômetros quadrados, apresentando um contorno litorâneo de 15.021 quilômetros, o que a torna um dos países com maiores extensões litorâneas do mundo.

A Grécia é aproximadamente do tamanho do estado do Amapá. Inúmeras ilhas, cerca de 3.000, grandes e pequenas, estão espalhadas ao redor da Grécia Continental, nos mares Egeu e Jônico, tendo a ilha de Creta como guardiã ao sul do mar Egeu. As maiorias das ilhas apresentam terreno irregular e acidentado e cerca de 200 são habitadas. A Grécia faz fronteira com a Albânia (281 km), República da Macedônia - Fyrom (246 km), Bulgária (494 km) e Turquia (206 km).

População, centros urbanos e economia

A Grécia tem uma população de 11 milhões de habitantes, segundo o censo de 2008. A densidade populacional média é de 83,1 habitantes por km2. Estima-se que os gregos que residem fora do país equivalem a quase 40% da atual população da Grécia. No passado, os principais destinos de emigração eram os EUA, a Austrália e a Alemanha. A taxa de crescimento anual da população é bastante diminuta, cerca de 0,10%, em 2001.

A população grega é de raça branca, embora encontrem pessoas de pele escura devido à mestiçagem ocorrida durante a dominação turca. Outros grupos étnicos, além da maioria grega, são os macedônios, albaneses, búlgaros, armênios, turcos e ciganos.

A língua oficial e mais falada é o grego moderno, que conserva os mesmos caracteres gráficos do grego clássico, mas é sintaticamente mais simples. O tipo de povoamento rural compreende desde pequenas comunidades montanhesas, semelhantes às da Europa Central, até as maiores do sul e de Creta, semelhante às do norte da África.

O desenvolvimento econômico e a influência do turismo favoreceram o êxodo do campo para a cidade, o que determina uma concentração de mais de dois terços da população nas zonas urbanas. A principal cidade é Atenas, a capital, que com seu porto, o Pireu, constitui a maior concentração demográfica da Grécia e um importante centro industrial e portuário. Seguem- se em importância, Tessalônica, na Macedônia, e Heracléia (Cândia) em Creta. Com exceção de Chipre, sul da Albânia e Turquia, não há grupos gregos nos países vizinhos, mas há importantes comunidades gregas no oeste da Europa, na América e na Austrália.

Os limitados recursos econômicos da Grécia sempre foram motivo de migração. Enquanto no período clássico ela se dirigia para o resto do Mediterrâneo, nos tempos modernos se voltou para os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Alemanha e Bélgica.
A Grécia apresenta uma economia pequena, entretanto aberta. A base industrial sempre foi relativamente pequena comparada com os demais países do Bloco. Embora a contribuição da agricultura, silvicultura e pesca ao PIB tenha declinado nos últimos anos, o setor ainda é o de maior crescimento. O setor de serviços, incluindo o turismo, é o maior setor da economia grega e o que apresenta crescimento mais rápido, representando 60% do PIB.

Cronologia Histórica

1829 – Independência da Grécia.
1913 – Guerras entre a Grécia e a Turquia levam à anexação da Macedônia e Trácia pelos gregos.
1917 – O país ingressa na I Guerra Mundial ao lado dos Aliados.
1920 – Plebiscito restaura a monarquia; George II assume o trono em 1922.
1924-1935 – Segue-se um curto período republicano.
1935 – George II é recolocado no trono graças a novo plebiscito.
1941 – A Grécia é ocupada pelos alemães; o Rei se exila em Londres.
1944 – A União Soviética expulsa os nazistas dos Bálcãs.
1946 – Novo plebiscito reinstala George II no trono.
1949 – George II favorece o estabelecimento de um governo de extrema direita, o que dá início a uma guerra civil contra os soviéticos.
1967 – Com apoio dos EUA, militares liderados por Georgios Papadopoulos dão golpe de Estado e instauram ditadura militar, reforçando repressão anticomunista.
1973 – Militares decidem abolir monarquia, desencadeando onda de protestos no ano seguinte; governo é devolvido aos civis.
1974 – Inicia-se a redemocratização, chefiada por Costas Karamanlis. Plebiscito rejeita retorno da monarquia.
1975 – Com nova Constituição, a Grécia é uma democracia republicana parlamentar.
1976 – O grego se torna língua oficial.
1980 – Costas Karamanlis é eleito Presidente do país.
1981 – A Grécia adere à Comunidade Econômica Européia
2004 – Jogos Olímpicos em Atenas.
2004 – O conservador Partido Nova Democracia liderado por Costas Karamanlis assumiu as rédeas do governo a partir do Movimento Socialista Pan-Helênico (PASOK), após uma vitória nas eleições no início de março.
2007 – Karamanlis vence as eleições. Afirma que prosseguirá com a política de reformas e fará da unidade nacional uma prioridade.
2008 – Escândalos políticos resultam na demissão de membros do alto escalão do Governo Karamanlis. Em dezembro, a morte de um estudante por um policial desencadeia manifestações violentas em diversas cidades
2009 – O Governo grego enfrenta a uma importante crise econômica e das finança públicas. A Taxa de desemprego de 9,5%
2010 - A crise econômica se agrava, e o país passa ser mais um na União Européia, a passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise financeira global que atingiu as economias centrais a partir do Subprime, nos EUA. Para sair da crise, o governo, aprova um plano de austeridade econômica, que prevê uma economia de 30 bilhões de euros - 11% do PIB do país -, com o objetivo de reduzir o déficit público abaixo de 3% em 2014 e, assim, evitar a quebra do país...

CAUSA

- Acúmulo de uma dívida de 300 bilhões de euros e um déficit fiscal em 2009 de 13,6%, bem acima do teto fixado pelo Tratado de Maastricht para os países da zona do euro, que situa o Produto Interno Bruto (PIB) em 3%.Ou seja, gastando acima da capacidade de pagamento.

Fonte: Minstério das Relações Exteriores (DPC)

sábado, 16 de julho de 2011

MARANHÃO, PIAUÍ E CEARÁ - ÁREA DA BACIA DO RIO PARNAÍBA

A bacia hidrográfica do rio Parnaíba é uma das mais importantes do Nordeste do Brasil e a maior entre as vinte e cinco bacia desta região. De acordo com o Plano Nacional de Recursos Hídricos, ocupa uma área de 331.441 Km². Dessa área, cerca de 75%, no Piauí; 20% no Maranhão, 4% no Ceará e 1% na área em litígio, entre Piauí e Ceará.

A bacia do rio Parnaíba, faz divisa com os estados da Bahia, Pernambuco e Tocantins, limitando-se ao sul com a bacia do rio São Francisco, a oeste com a bacia do rio Itapecuru e a leste com as bacias dos rios Jaguaribe-Acaraú. Ao todo a bacia possui 256 municípios. A bacia do rio Parnaíba é dividida em sete sub-bacias, nomeadas por seus rios principais e características ambientais, são elas: sub-bacia do rio Uruçuí-Preto, rio Gurguéia, rio Itaueira, rio Canindá, rio Potí, rio Longá e o do rio Balsas-Ma.

O rio Parnaíba possui cerca de 1.400 Km de comprimento das suas nascentes até a foz - do tipo Delta - no oceano Atlântico, onde identificamos três curso de rio: Alto Parnaíba, desde a nascente do rio Parnaíba na chapada das Mangabeiras até o encontro com o rio Gurguéia; O Médio Parnaíba, desse local até juntar-se ao rio potí, em Teresina e o Baixo Parnaíba, desse ponto até sua foz no oceano Atlântico.

A vegetação da Bacia do rio Parnaíba

A Bacia do Parnaíba localiza-se numa região de contato entre três dos principais biomas brasileiros: a Caatinga, o Cerrado e a Amazônia. Esse fato gera mudanças na vegetação ao longo do rio, que aumentam a diversidade de suas plantas e animais, ou seja, sua diversidade biológica.

Ao longo de toda a bacia do rio Parnaíba ocorre pelo menos cinco ambientes diferentes e suas respectivas transições/contatos na bacia: Formações pioneiras (Mangue e Restinga, na região litorânea), Floresta de Babaçu, Cerrado, Caatinga e regiões de contato. Todos estes ambientes associados encontram-se atualmente ameaçados em função de diversas pressões que vêm sofrendo.

As principais formações de contato são constituídas pela transição entre o cerrado e a Caatinga e entre a Caatinga e a Floresta de Babaçu. Ou seja, essas formações vegetais apresentam espécies de plantas misturadas entre si e são chamadas de formações de contato ou ecótonos.

Unidades de Conservação

A bacia do rio Parnaíba apresenta um conjunto de 19 Unidades de Conservação, tanto federais, quanto estaduais. Destas cerca de 20,07% são formadas conjuntamente pela área da APA da Chapada do Araripe com representação do biomas de Cerrado e Caatinga, 60,03% somente pelo Cerrado, 13,45% somente pela Caatinga, menos de 0,5% em áreas de transição Cerrado/Caatinga e 6,08% por Mangues e Restingas.Outras formações, como floresta de Babaçu (Ombrófila) e as Matas Ciliares, também se encontram protegidas legalmente na região, porém em pequenas áreas.

As mais importantes unidades de conservação federais e estaduais localizadas na bacia do rio Parnaíba

1- Parque Nacional de Sete Cidades (Transição Caatinga/Cerrado): localizado entre os municípios de Piripiri e Piracuruca, no nordeste do Estado do Piauí;
2- Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba (Cerrado): Abrange os municípios dos estados do Piauí ( Gilbués, Barreiras do Piauí, São Gonçalo do Piauí, Corrente),da Bahia (Formosa do Rio Preto), do Maranhão (Alto Parnaíba) e do Tocantins (Mateiros e São Félix do Tocantins);
3- Parque Nacional da Serra da Capivara (Caatinga):localiza-se na Serra do Bom Jesus, município de São Raimundo Nonato, no sul do Piauí;
4- Parque Nacional Serra das Confusões (Caatinga):localiza-se no município piauiense de Caracol
5- Estação Ecológica de Uruçuí-Una (Cerrado): localiza-se ao sul do município de Ribeiro Gonçalves, entre os municípios de Santa Filomena e Bom Jesus;
6- APA da Serra de Ibiapaba (Cerrado e Cerradão), constitui a maior unidade de conservação da área, abrangendo 20 municípios do Piauí e 6 do Ceará;
7- APA da Chapada do Araripe (Caatinga e Cerrado), composta por 10 municípios piauienses, 17 municípios cearenses e 10 municípios pernambucanos, todavia, apenas 30% da APA encontram-se na área da bacia do rio Parnaíba
8- APA do Delta do Parnaíba (Manguezal,Dunas, Restingas e Praias): Abrange terras do Piauí (parnaíba,Ilha Grande e Cajueiro da Praia), Ceará (Chaval e Camucim) e Maranhão (Araiozes e Tutóia)
9- Parque Estadual de Mirador (Cerrado) Localiza-se no Maranhão, no município de Mirador.

Fonte: Relatório de Impacto Ambiental – RIMA- CASTELIANO