As eleições na América Latina, principalmente na América do Sul, vem consolidar uma autêntica “onda de governos com ideologia socialista”. Nos últimos anos, governos de esquerda vem varrendo a América Latina, reforçada neste último ano com as eleições de Dilma Rousseff, no Brasil e de Ollanta Humala, no Peru. É sempre bom lembrar que na América Latina há dois tipos de esquerda: A esquerda populista que está fundada no clientelismo, com governos que abusam do uso dos recursos fiscais, que ludibria a separação dos Poderes do Estado, que restringe a democracia, que dificulta a participação da cidadania organizada e entende que o desenvolvimento de seu projeto político conflita com os interesses dos Estados Unidos da América. Como por exemplo, o governo venezuelano de Hugo Chaves. E os renovados que tem o estado como um agente direto na solução de problemas sociais, mais assume relativamente a globalização, com a internacionalização do mercado e suas conseqüências. Como por exemplo, o governo brasileiro de Dilma Rousseff.
São Vários os Fatores que contribuíram para essa avalanche de presidentes com formação político-ideológicos de esquerda, mais três merecem destaques: As dificuldades da política neoliberal idealizada no "consenso de Washington" em 1989 que foi implantada na década de 90 na América latina; Uma política externa do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que “esqueceu” o subcontinente latino depois do atentado do 11 de setembro no WTC e, principalmente, as mudanças que vem acontecendo no mundo Latino-americano, em que a população não aceita mais um Estado omisso às suas necessidades.
Não há aqui, nem um ranço ideológico de direita ou de esquerda de minha parte. Eu diria que depois do Luis Inácio Lula da Silva, ou o Estado assume seu papel de promover do bem estar, ou os que governarem, seja ele ou de esquerda, ou de direita, serão banidos do poder.
CURIOSIDADE
Os atuais Presidentes de Alguns Países da América Latina.
Brasil: Dilma Rousseff
Argentina: Cristina Kirchner
Uruguai: José “Pepe” Mujica
Paraguai: Frederico Franco
Bolívia: Evo Morales
Venezuela: Hugo Chaves
Colômbia: Juan Manuel Santos
Equador: Rafael Correa
Peru: Ollanta Humala
Chile: Juan Sebastián Piñera Echenique
Suriname: Desi Bouterse
Cuba: Raul Castro
sábado, 1 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
INSTITUIÇÃO FAMÍLIA
Neste exato momento, estou eu aqui na frente do meu computador, com pensamento voltado para escrever um texto importante para meus alunos e, me deparo com uma situação simples do cotidiano familiar...Minha filha me pedi para não ir a aula de catecismo. Disse ela “eu fico lá e vocês ficam aqui”. Conversei com ela a respeito da importância das aulas de catecismo para a primeira comunhão e que iria deixá-la e sua mãe iria pega-la.(Tenho uma certeza na vida, eu e minha esposa, vivemos e trabalhamos para nossas filhas).Depois desta conversa, resolvi escrever sobre a Família, a célula-mãe do organismo chamada sociedade.
A instituição Família é uma instituição em formação permanente (Acorda junto todo dia, nunca perde essa mania. Desculpe... (Lembrei-me da letra da música dos TITÂS, que até hoje é a minha banda preferida) e, construída no dia-dia na casa, na relação entre país e filhos, irmãs e irmãos, irmãos e primos, primas e irmãs; pronto! pensar que não, já estamos na casa da sogra e sogro, naqueles domingos de muita gente com muita zuada. Mas, principalmente, no ambiente mais "celular”, a família, que deve ser um ambiente propício para a educação, do respeito, da aceitação das diferenças sem preconceito e principalmente do amor para com seu próximo.
A base da sociedade é a família, que enfrenta problemas que vai desde uma brisa leve até furacões do tipo F-5 e muitas vezes complexas que afetam as estruturas. Estas tormentas ou desajustes ocorrem por vários motivos, mas as principais causas são a falta do amor e do respeito dentro da instituição famíliar. Sabem... coisas simples que regam o "solo" familiar como o amor e a hierarquia, que devem ser praticado dentro desta instituição ( papai e mamãe, vocês já deram o beijo do dia em sua filha(o)e perguntaram a eles como foi o dia deles. E,vocês filhos, já pediram aos seus pais a benção do dia). Vivemos num mundo que estas práticas são vistas como “MICO” por parte dos filhos e, por parte dos pais – mais preocupados com as responsabilidades do manter a casa – o esquecimento da íntima relação famíliar, da relação com Deus e de vivenciar a relação pais–filhos e filhos - filhos.
Família estruturada no amor, na pilastra religiosa com Deus, no diálogo constante e na solução conjunta dos problemas são fundamentais para a base moral dos jovens e dos novos “chefes de famílias”.O filho que vê nos pais bons exemplos a serem seguidos produzirá ações de amor, de amizade, de companheirismo e de solidariedade. Somente através da Família é que a sociedade eliminará os vícios das violências sociais e institucionais. Só uma sociedade baseada numa estrutura organizada em princípios morais e de união familiar assegurará uma melhor qualidade de vida e feliz.
A instituição Família é uma instituição em formação permanente (Acorda junto todo dia, nunca perde essa mania. Desculpe... (Lembrei-me da letra da música dos TITÂS, que até hoje é a minha banda preferida) e, construída no dia-dia na casa, na relação entre país e filhos, irmãs e irmãos, irmãos e primos, primas e irmãs; pronto! pensar que não, já estamos na casa da sogra e sogro, naqueles domingos de muita gente com muita zuada. Mas, principalmente, no ambiente mais "celular”, a família, que deve ser um ambiente propício para a educação, do respeito, da aceitação das diferenças sem preconceito e principalmente do amor para com seu próximo.
A base da sociedade é a família, que enfrenta problemas que vai desde uma brisa leve até furacões do tipo F-5 e muitas vezes complexas que afetam as estruturas. Estas tormentas ou desajustes ocorrem por vários motivos, mas as principais causas são a falta do amor e do respeito dentro da instituição famíliar. Sabem... coisas simples que regam o "solo" familiar como o amor e a hierarquia, que devem ser praticado dentro desta instituição ( papai e mamãe, vocês já deram o beijo do dia em sua filha(o)e perguntaram a eles como foi o dia deles. E,vocês filhos, já pediram aos seus pais a benção do dia). Vivemos num mundo que estas práticas são vistas como “MICO” por parte dos filhos e, por parte dos pais – mais preocupados com as responsabilidades do manter a casa – o esquecimento da íntima relação famíliar, da relação com Deus e de vivenciar a relação pais–filhos e filhos - filhos.
Família estruturada no amor, na pilastra religiosa com Deus, no diálogo constante e na solução conjunta dos problemas são fundamentais para a base moral dos jovens e dos novos “chefes de famílias”.O filho que vê nos pais bons exemplos a serem seguidos produzirá ações de amor, de amizade, de companheirismo e de solidariedade. Somente através da Família é que a sociedade eliminará os vícios das violências sociais e institucionais. Só uma sociedade baseada numa estrutura organizada em princípios morais e de união familiar assegurará uma melhor qualidade de vida e feliz.
sábado, 17 de setembro de 2011
PRIMAVERA ÁRABE
O mundo Árabe muçulmano está sofrendo com o avanço da “epidemia” da pró-democracia e da justiça social. O vírus da democracia que está em expansão pelos países muçulmanos,que derrubaram chefes de estados – situação inédita no Oriente médio – expõem para as elites “encasteladas” no poder as décadas de insatisfações da população não atendida pelo estado, nos seus direitos sociais, civis e políticos, em um mundo globalizado cada vez mais aberto e livre. Esta “epidemia”- bem vinda - não está perdendo força mesmo com as mortes de civis heróis, pelo contrário, vem se fortalecendo a cada ação desesperadas de governos antidemocráticos. A origem da “epidemia” está na falta de liberdade, no descontentamento com a política-econômica e das insatisfações dos jovens muçulmanos mais escolarizados e críticos.
TUNÍSIA
Todo este conjunto de fatores foi exposto na Tunísia, no início deste ano, onde o presidente Zine El Abidine Ben Ali que ocupava o cargo de um governo corrupto desde 1987, foi deposto em janeiro 2011. O estopim dos protestos foi desencadeado quando um tunisiano foi impedido de vender seus produtos por policiais, em uma barraca, na cidade de Sidi Bouzid. Depois da revolta popular – conhecida como Revolução de Jasmim – O regime tunisiano caiu no começo de janeiro, quando o movimento popular tomou as ruas e ganharam o apóio dos militares do país, pedindo a renúncia do presidente. O presidente Zine El Abidine Ben Ali renunciou e deixou o país, que tem como chefe de governo da Tunísia, atualmente, Fouad Mebazaa com apóio e reconhecimento internacional
EGITO
O Egito, o país mais populoso do mundo muçulmano, no Oriente Médio, foi o primeiro a enfrentar manifestações inspiradas pela “revolução do jasmim”. Governado pelo presidente Hosni Mubarak, por três décadas (1981 a 2011), desde o assassinato do presidente Anwar Sadat, administrou um estado sob a Lei de Emergência, que restringia as liberdades civis e políticas, como justificativa de combater o terrorismo fundamentalistas. A crise econômica, o alto índice de desemprego e os altos preços dos alimentos contribuíram para que a “epidemia” da democracia afetasse o governo egípcio – Governo que mantém uma relação pacifica com Israel desde 1979 e com os Estados Unidos da América – não suportou a pressão popular. Com a renúncia do presidente Hosni Mubarak, uma junta militar tomou posse de forma transitória até as eleições previstas para o final do ano de 2011
LÍBIA
É mais um país do mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular, que está levando ao fim o regime do ditador Muammar Kadhafi, que esteve no poder desde 1969 (golpe de estado). Em 1977, ele criou o conceito de “Estado das massas”, em que o poder é exercido através de milhares de “comitês populares”. Muammar Kadhafi, não resistiu essa “avalanche” pela democracia e melhoria das condições socioeconômicas. Com aval da ONU e apóio da OTAN os rebeldes conseguiram minar as forças de apóio do governo e assumiram o governo Líbio. O reconhecimento veio com as visitas dos chefes de estados: o presidente francês, Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro inglês, David Cameron e do premiê da Turquia Tayyip Erdogan, na capital da Tunísia, Trípoli. E, com a ONU, onde a Assembléia Geral da ONU aprovou, na sexta-feira, 16/09/2011, uma solicitação do CNT (Conselho Nacional de Transição)órgão político dos rebeldes da Líbia, para considerar os seus enviados como os únicos representantes líbios na organização. Na prática, a ONU reconhece o governo interino da Líbia, que derrubou Muamar Kadafi. E, essa decisão, permite que o chefe interino do governo líbio, Mustafá Abdul Jalil, participe na Assembléia Geral anual da ONU,
IÊMEN
A onda de protestos no mundo árabe chegou ao Iêmen no final de janeiro. A crise agravou-se em março, quando uma grande manifestação na capital (Sanaa) acabou com a morte de dezenas de pessoas. Os manifestantes exigiram a renúncia do presidente-ditador iemenita, Ali Abdullah Saleh, que governava o Iêmen desde 1979, quando o país ainda era dividido entre norte e sul. Com a unificação, se manteve no poder e era um dos principais aliados dos EUA na luta contra o terrorismo. No Iêmen, a sociedade é politribal e com as forças de segurança, é um dos pilares de sustentação país. Em meio à crise, o governo de Saleh perdeu apóio da própria tribo Hashid (no norte do país) e também dos militares. Os protestos na capital do Iêmen continuam para exigir um acordo de transição diante da ausência do presidente Ali Abdullah Saleh (que sobreviveu a um atentado a bomba em uma mesquita e está em tratamento na Arábia Saudita). Os manifestantes ainda pedem que o presidente seja julgado por violações dos direitos humanos. O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, na Arábia Saudita, resolveu delegar poderes ao vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, negociar com a oposição a transferência pacífica do poder no país.
SÍRIA
Desde março, protestos contra o presidente, Bashar al-Assad - atual presidente da Síria, filho e herdeiro de Hafez AL-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000 - desencadeiam reações violentas das forças de segurança do governo. A população síria que tem suportado décadas de depressão econômica, repressão política e corrupção sob o governo da família Assad desde 2001, iniciaram protestos inspirados pelas revoluções que derrubaram os líderes do Egito e da Tunísia. Estes protestos começaram na cidade de Deraa, no sul do país, onde estudantes foram presos por pichar a frase "As pessoas querem a queda do regime" nas paredes de sua escola. Moradores protestaram, pedindo pela libertação dos jovens e as forças de segurança abriram fogo contra uma manifestação, com mortes e feridos. O levante rapidamente espalhou-se para outras cidades, incluindo Homs, terceira maior cidade do país, e Banias, na costa mediterrânea. Os manifestantes pedem por mais liberdade, o fim da corrupção e cada vez mais pela saída de Assad.
Todas as manifestações em curso no Oriente Médio: Tunísia, Egito, Iêmen, Líbia e Síria, são daquelas situações nas quais os cientistas políticos, historiadores, geógrafos e outros estudiosos das ciências sociais podem expressar suas opiniões, sem correr o risco de ser desmentido, pois são acontecimentos inéditos no mundo muçulmano, no oriente médio e norte da África. Neste sentido me arrisco em declarar, sem medo de errar, que os futuros de acontecimentos inesperados nestes países darão subsídios para novos textos.
TUNÍSIA
Todo este conjunto de fatores foi exposto na Tunísia, no início deste ano, onde o presidente Zine El Abidine Ben Ali que ocupava o cargo de um governo corrupto desde 1987, foi deposto em janeiro 2011. O estopim dos protestos foi desencadeado quando um tunisiano foi impedido de vender seus produtos por policiais, em uma barraca, na cidade de Sidi Bouzid. Depois da revolta popular – conhecida como Revolução de Jasmim – O regime tunisiano caiu no começo de janeiro, quando o movimento popular tomou as ruas e ganharam o apóio dos militares do país, pedindo a renúncia do presidente. O presidente Zine El Abidine Ben Ali renunciou e deixou o país, que tem como chefe de governo da Tunísia, atualmente, Fouad Mebazaa com apóio e reconhecimento internacional
EGITO
O Egito, o país mais populoso do mundo muçulmano, no Oriente Médio, foi o primeiro a enfrentar manifestações inspiradas pela “revolução do jasmim”. Governado pelo presidente Hosni Mubarak, por três décadas (1981 a 2011), desde o assassinato do presidente Anwar Sadat, administrou um estado sob a Lei de Emergência, que restringia as liberdades civis e políticas, como justificativa de combater o terrorismo fundamentalistas. A crise econômica, o alto índice de desemprego e os altos preços dos alimentos contribuíram para que a “epidemia” da democracia afetasse o governo egípcio – Governo que mantém uma relação pacifica com Israel desde 1979 e com os Estados Unidos da América – não suportou a pressão popular. Com a renúncia do presidente Hosni Mubarak, uma junta militar tomou posse de forma transitória até as eleições previstas para o final do ano de 2011
LÍBIA
É mais um país do mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular, que está levando ao fim o regime do ditador Muammar Kadhafi, que esteve no poder desde 1969 (golpe de estado). Em 1977, ele criou o conceito de “Estado das massas”, em que o poder é exercido através de milhares de “comitês populares”. Muammar Kadhafi, não resistiu essa “avalanche” pela democracia e melhoria das condições socioeconômicas. Com aval da ONU e apóio da OTAN os rebeldes conseguiram minar as forças de apóio do governo e assumiram o governo Líbio. O reconhecimento veio com as visitas dos chefes de estados: o presidente francês, Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro inglês, David Cameron e do premiê da Turquia Tayyip Erdogan, na capital da Tunísia, Trípoli. E, com a ONU, onde a Assembléia Geral da ONU aprovou, na sexta-feira, 16/09/2011, uma solicitação do CNT (Conselho Nacional de Transição)órgão político dos rebeldes da Líbia, para considerar os seus enviados como os únicos representantes líbios na organização. Na prática, a ONU reconhece o governo interino da Líbia, que derrubou Muamar Kadafi. E, essa decisão, permite que o chefe interino do governo líbio, Mustafá Abdul Jalil, participe na Assembléia Geral anual da ONU,
IÊMEN
A onda de protestos no mundo árabe chegou ao Iêmen no final de janeiro. A crise agravou-se em março, quando uma grande manifestação na capital (Sanaa) acabou com a morte de dezenas de pessoas. Os manifestantes exigiram a renúncia do presidente-ditador iemenita, Ali Abdullah Saleh, que governava o Iêmen desde 1979, quando o país ainda era dividido entre norte e sul. Com a unificação, se manteve no poder e era um dos principais aliados dos EUA na luta contra o terrorismo. No Iêmen, a sociedade é politribal e com as forças de segurança, é um dos pilares de sustentação país. Em meio à crise, o governo de Saleh perdeu apóio da própria tribo Hashid (no norte do país) e também dos militares. Os protestos na capital do Iêmen continuam para exigir um acordo de transição diante da ausência do presidente Ali Abdullah Saleh (que sobreviveu a um atentado a bomba em uma mesquita e está em tratamento na Arábia Saudita). Os manifestantes ainda pedem que o presidente seja julgado por violações dos direitos humanos. O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, na Arábia Saudita, resolveu delegar poderes ao vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, negociar com a oposição a transferência pacífica do poder no país.
SÍRIA
Desde março, protestos contra o presidente, Bashar al-Assad - atual presidente da Síria, filho e herdeiro de Hafez AL-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000 - desencadeiam reações violentas das forças de segurança do governo. A população síria que tem suportado décadas de depressão econômica, repressão política e corrupção sob o governo da família Assad desde 2001, iniciaram protestos inspirados pelas revoluções que derrubaram os líderes do Egito e da Tunísia. Estes protestos começaram na cidade de Deraa, no sul do país, onde estudantes foram presos por pichar a frase "As pessoas querem a queda do regime" nas paredes de sua escola. Moradores protestaram, pedindo pela libertação dos jovens e as forças de segurança abriram fogo contra uma manifestação, com mortes e feridos. O levante rapidamente espalhou-se para outras cidades, incluindo Homs, terceira maior cidade do país, e Banias, na costa mediterrânea. Os manifestantes pedem por mais liberdade, o fim da corrupção e cada vez mais pela saída de Assad.
Todas as manifestações em curso no Oriente Médio: Tunísia, Egito, Iêmen, Líbia e Síria, são daquelas situações nas quais os cientistas políticos, historiadores, geógrafos e outros estudiosos das ciências sociais podem expressar suas opiniões, sem correr o risco de ser desmentido, pois são acontecimentos inéditos no mundo muçulmano, no oriente médio e norte da África. Neste sentido me arrisco em declarar, sem medo de errar, que os futuros de acontecimentos inesperados nestes países darão subsídios para novos textos.
sábado, 10 de setembro de 2011
O MUNDO DO PÓS-11 DE SETEMBRO
O Terrorismo é um antigo, em que
a ação violenta é praticada com a finalidade de desestabilizar um poder constituído para
atingir os objetivos específicos. As ações Terroristas são praticadas ao longo
da história da humanidade e podemos enumerar alguns exemplos: A ação contra
Julio Cesar, imperador de Roma, em março de 44 a.C; O assassinato do presidente
americano Abraham Lincoln em 1865; O atentado praticado pelo ETA, que lutava
pela autonomia do País Basco em relação à Espanha, em junho de 1987, Barcelona;
As ações durante os anos 70, no Reino Unido, patrocinados pelo IRA que já depuseram as armas em 2016; O atentado praticado pelo norte-americano, Timothy
McVeigh, em 1995, em Oklahoma e o duplo atentado em 2011, na Noruega, praticado
pelo norueguês fundamentalista cristão e ultradireitista, Anders Behring
Breivik. Estes exemplos deixa claro que o terrorismo não tem território,
região, pátria, religião e muito menos um rosto.
Entretanto, o 11 de setembro de 2001, data do maior atentado
terrorista da história e de mais um crime contra a humanidade, produziu
mudanças nas relações geopolíticas globais. Um atentado violento, que deu ao
mundo uma região para Terrorismo e, ao mesmo tempo, uma justificativa para a
neo-guerra, desta vez, contra o terrorismos. Sustentada no princípio da “Doutrina
Bush”. Guerra, que passou ser travada no território do Oriente médio, num
primeiro momento e depois em outras regiões, pois o terrorismo não possui
limite geográfico específico.
Neste sentido as explosões no
Word Trade Center, no coração de Nova York, com transmissão ao vivo para todo o
mundo pelas redes de televisão, possibilitou ao mundo ocidental, principalmente
pelos Estados Unidos da América, produzir a ideia de que o mundo árabe é o
“berço do terrorismo” para justificar sua ação geopolítica na região do
petróleo e buscar ampliar sua área de influencia no Oriente Médio. Prontamente,
os Estados Unidos responderam ao ataque terrorista e iniciou com o aval da ONU,
um contra-ataque aos terroristas no Afeganistão e posteriormente, os EUA
inseriram o Iraque neste contexto e sem autorização da ONU invadiram este país
com o apoio de Tony Blair - primeiro ministro Inglês - e de José Maria Aznar –
primeiro ministro espanhol.
A ação criminosa do 11 de
setembro de 2001, marcou o que podemos chamar de terrorismo pós-moderno. O
terrorismo tradicional - com finalidade específica e territorializado - que era
praticado pelo ETA e o IRA, foi substituído por grupos terroristas com ações
desterritorializadas, sem finalidades para atingir objetivos específicos e contra civis, como da Al Qaeda, ISIS
Taleban ... assim, as respostas
políticas a esta nova lógica do terror (produzir o medo), são condicionadas
pelo contexto histórico atual, em que pela primeira vez estas ações terroristas
se mobilizam e assumem uma lógica global e de conflito internacional em que se
busca originar um conflito de entre o mundo ocidental e mundo árabe muçulmano.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
ORDEM MUNDIAL
A Ordem mundial pode ser definida como um agrupamento de características geopolíticas e econômicas num dado momento da história mundial. Onde, o mundo se organiza segundo os interesses dos países centrais, que determinam os rumos das relações internacionais. Neste sentido, podemos identificar algumas mudanças que ocorreram e estão ocorrendo na geopolítica global ao longo de algumas décadas.
Ao final da II Guerra Mundial, com a derrota das forças do Eixo – Alemanha, Japão e Itália – e o enfraquecimento econômico, militar e político das potências européias levaram o mundo a um período de grandes transformações geopolíticas, produzidas por ações organizadas, especialmente pelos Estados Unidos da América e pela então União Soviética. O contexto geopolítico que se seguiu à Segunda Guerra Mundial foi marcado dentre outros aspectos: Pela bipolarização do espaço mundial entre as duas maiores potências - uma capitalista e a outra socialista - numa disputa permeada por aspectos ideológicos e político-militares que se convencionou chamar de Guerra Fria
O processo de reorganização do espaço mundial, estendeu-se de 1947 até o final dos anos de 1980. Durante esse período, o mundo passou por vários momentos de tensão como na Guerra do Vietnã, onde a porção sul apoiada pelos Estados Unidos tentou resistir a “invasão” da porção norte apoiada pela União Soviética no processo de reunificação vietnamita. E, colocando as forças armadas desses dois países em alerta máximo, com a iminência de uma guerra nuclear, como no evento do caso da instalação secreta, pela União Soviética, de mísseis balísticos em Cuba - país localizado no continente americano - que se orientou para o socialismo.
Nos anos finais da década de 1980, devido a profunda crise que assolou o bloco de países socialista, comandados pela ex-União Soviética, o mundo assiste ao surgimento de uma nova reordenação geopolítica mundial - de bipolar para multipolar -. Nesse novo cenário, destacam-se como características marcantes da multipolarização do poder em escala global: A globalização econômica; o enfraquecimento do papel dos estados nacionais e as relações diplomáticas tornaram-se ainda mais complexas.
Com o fim da ordem bipolaridade, é que foi possível a consolidação da organização de vários países em blocos regionais de comércio, como o NAFTA e o MERCOSUL, que vem seguindo o exemplo da União Européia, que teve sua origem com a criação da CECA, ainda no contexto da guerra fria. Ou seja, seguindo uma tendência marcante do mundo contemporâneo, a expansão do capitalismo com a conquista de novos mercados por parte dos exércitos dos países centrais - as multinacionais.
Neste atual cenário geopolítico internacional, um novo ingrediente se apresenta na sucessão de tensões geopolíticas, que em seu conjunto, cria choques múltiplos de interesses - O terrorismo. Ação violenta praticada para desestabilizar um regime ou um governo pode ser considerada como um fenômeno marcante do início do século XXI e, que tem influenciado as relações internacionais.
Os atentados ao World Trade Center, em Nova Iorque (2001), e aos trens de Madrid (2004) marcou o início de um terrorismo pós-moderno que teve objetivos políticos e culturais e mataram cidadãos comuns de vários países, incluindo árabes, sendo que estes atentados: o de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas do World Trade Center e contra o Pentágono, nos Estados Unidos, serviram como justificativa para a intervenção militar dos Estados Unidos no Afeganistão e posteriormente o Iraque, neste caso, sem a autorização da ONU.
Ao final da II Guerra Mundial, com a derrota das forças do Eixo – Alemanha, Japão e Itália – e o enfraquecimento econômico, militar e político das potências européias levaram o mundo a um período de grandes transformações geopolíticas, produzidas por ações organizadas, especialmente pelos Estados Unidos da América e pela então União Soviética. O contexto geopolítico que se seguiu à Segunda Guerra Mundial foi marcado dentre outros aspectos: Pela bipolarização do espaço mundial entre as duas maiores potências - uma capitalista e a outra socialista - numa disputa permeada por aspectos ideológicos e político-militares que se convencionou chamar de Guerra Fria
O processo de reorganização do espaço mundial, estendeu-se de 1947 até o final dos anos de 1980. Durante esse período, o mundo passou por vários momentos de tensão como na Guerra do Vietnã, onde a porção sul apoiada pelos Estados Unidos tentou resistir a “invasão” da porção norte apoiada pela União Soviética no processo de reunificação vietnamita. E, colocando as forças armadas desses dois países em alerta máximo, com a iminência de uma guerra nuclear, como no evento do caso da instalação secreta, pela União Soviética, de mísseis balísticos em Cuba - país localizado no continente americano - que se orientou para o socialismo.
Nos anos finais da década de 1980, devido a profunda crise que assolou o bloco de países socialista, comandados pela ex-União Soviética, o mundo assiste ao surgimento de uma nova reordenação geopolítica mundial - de bipolar para multipolar -. Nesse novo cenário, destacam-se como características marcantes da multipolarização do poder em escala global: A globalização econômica; o enfraquecimento do papel dos estados nacionais e as relações diplomáticas tornaram-se ainda mais complexas.
Com o fim da ordem bipolaridade, é que foi possível a consolidação da organização de vários países em blocos regionais de comércio, como o NAFTA e o MERCOSUL, que vem seguindo o exemplo da União Européia, que teve sua origem com a criação da CECA, ainda no contexto da guerra fria. Ou seja, seguindo uma tendência marcante do mundo contemporâneo, a expansão do capitalismo com a conquista de novos mercados por parte dos exércitos dos países centrais - as multinacionais.
Neste atual cenário geopolítico internacional, um novo ingrediente se apresenta na sucessão de tensões geopolíticas, que em seu conjunto, cria choques múltiplos de interesses - O terrorismo. Ação violenta praticada para desestabilizar um regime ou um governo pode ser considerada como um fenômeno marcante do início do século XXI e, que tem influenciado as relações internacionais.
Os atentados ao World Trade Center, em Nova Iorque (2001), e aos trens de Madrid (2004) marcou o início de um terrorismo pós-moderno que teve objetivos políticos e culturais e mataram cidadãos comuns de vários países, incluindo árabes, sendo que estes atentados: o de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas do World Trade Center e contra o Pentágono, nos Estados Unidos, serviram como justificativa para a intervenção militar dos Estados Unidos no Afeganistão e posteriormente o Iraque, neste caso, sem a autorização da ONU.
domingo, 21 de agosto de 2011
AS TEORIAS DEMOGRÁFICAS
Desde o século XVIII, teóricos buscam entender o crescimento populacional no mundo. Daí até os dias atuais foram surgindo teorias como a de Malthus, a neomalthusiana, a reformista e a ecomalthusiana
TEORIA MALTHUSIANA
Thomas Robert Malthus, nasceu em Fevereiro de 1766 em Rookery, perto de Guildford, (Surrey) e faleceu a 23 de Dezembro de 1834 em Bath em 1798, publicou no livro “Ensaio sobre o princípio da população” a teoria que segundo o autor, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Assim, segundo a sua visão, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.
TEORIA NEOMALTHUSIANA
É uma teoria que começa a se desenvolver no início do século XX. Essa teoria somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias das condições urbanas e ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse. Os estudiosos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo. Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando ao controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.
TEORIA REFORMISTA OU MARXISTA
As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às anteriores, sua principal afirmação nega o princípio, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Segundo essa teoria, é a pobreza que gera a superpopulação, sendo assim, caso não houvesse pobreza, as pessoas teriam acesso à educação, saúde, higiene etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população. Essa teoria defende que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais – na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda,visando ao acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.
TEORIA ECOMALTHUSIANA
É o ressurgimento da teoria de Malthus dentro desse novo paradigma ambiental. Para a teoria ecomalthusiana, controlar o crescimento populacional é uma das formas de preservar a natureza, pois, quanto maior a população, maiores os impactos ambientais. Segundo os ecomalthusianos, os países subdesenvolvidos são os que mais degradam o ambiente devido aos altos índices de natalidade. É bem verdade que os países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil, às vezes são omissos em relação aos problemas ambientais, porém já foi provado que os países que mais degradam o meio ambiente são os que detêm o padrão de comportamento consumista encontrado nos países desenvolvidos.
TEORIA MALTHUSIANA
Thomas Robert Malthus, nasceu em Fevereiro de 1766 em Rookery, perto de Guildford, (Surrey) e faleceu a 23 de Dezembro de 1834 em Bath em 1798, publicou no livro “Ensaio sobre o princípio da população” a teoria que segundo o autor, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Assim, segundo a sua visão, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.
TEORIA NEOMALTHUSIANA
É uma teoria que começa a se desenvolver no início do século XX. Essa teoria somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias das condições urbanas e ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse. Os estudiosos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo. Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando ao controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.
TEORIA REFORMISTA OU MARXISTA
As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às anteriores, sua principal afirmação nega o princípio, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Segundo essa teoria, é a pobreza que gera a superpopulação, sendo assim, caso não houvesse pobreza, as pessoas teriam acesso à educação, saúde, higiene etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população. Essa teoria defende que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais – na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda,visando ao acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.
TEORIA ECOMALTHUSIANA
É o ressurgimento da teoria de Malthus dentro desse novo paradigma ambiental. Para a teoria ecomalthusiana, controlar o crescimento populacional é uma das formas de preservar a natureza, pois, quanto maior a população, maiores os impactos ambientais. Segundo os ecomalthusianos, os países subdesenvolvidos são os que mais degradam o ambiente devido aos altos índices de natalidade. É bem verdade que os países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil, às vezes são omissos em relação aos problemas ambientais, porém já foi provado que os países que mais degradam o meio ambiente são os que detêm o padrão de comportamento consumista encontrado nos países desenvolvidos.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
ÁFRICA: O CONTINENTE DA FOME
África, o continente-mãe que “chora” a perda de seus filhos por séculos, desde quando os Franceses, Portugueses, holandeses, Espanhóis e ingleses estabeleceram um tráfico em grande escala em um comércio de seres humanos capturados como mercadoria, para servir de mão de obra escrava no passado. E agora, no presente, a perda de seus filhos para a epidemia da AIDS e para a epidemia geradora de diversas doenças, a fome.
Como um grande produtor e exportador de produtos agrícola não conseguem alimentar sua população? Se num passado não muito distante, sem a presença dos colonizadores europeus, a África era um continente auto-suficiente. Na África pós-colonizada a estrutura produtiva que era voltada para o mercado interno voltou-se para o mercado externo e na atual África, a escassez de alimento em alguns países levaram a uma instabilidade política, desse modo, a fome é, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da pobreza e dos conflitos internos atuais.
Numa situação interna, em alguns países, com ausência de governos democráticos estabelecidos no continente, em uma das regiões mais pobres do mundo como o Chifre africano, no nordeste da África, que em 2011 está a passar pela pior seca dos últimos 60 anos, agravando o sofrimento nos países como: Eritréia, Djibuti, Etiópia, Quênia e Somália a fome se torna crônica. De acordo com a ONU, a epidemia de fome já foi declarada em cinco regiões da Somália, o país mais castigado pela crise.
Para a ONU, milhões de africanos morrerão de fome ou das doenças resultantes da deficiência alimentar, que não chega à quantidade mínima necessária de calorias diárias. As ações humanitárias por partes de várias nações são atenuantes e muito importantes, mas não deve ser a única ação, principalmente por parte dos países europeus que historicamente foram e ainda são influenciadores, do ponto de vista político e econômico.
Esta situação de indigência da África é uma herança do processo de colonização – Que não levou em consideração os aspectos culturais dos milhares grupos étnicos africanos e sim, os interesses das metrópoles européias – do desastroso processo de descolonização e que associada as atuais características do mundo da globalização econômica, que “esquece” a maioria dos países africanos que não são atraentes do ponto de vista econômico, são as principais causas da fome, dos conflitos de diversas gêneses e por último das condições naturais do continente Africano
Como um grande produtor e exportador de produtos agrícola não conseguem alimentar sua população? Se num passado não muito distante, sem a presença dos colonizadores europeus, a África era um continente auto-suficiente. Na África pós-colonizada a estrutura produtiva que era voltada para o mercado interno voltou-se para o mercado externo e na atual África, a escassez de alimento em alguns países levaram a uma instabilidade política, desse modo, a fome é, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da pobreza e dos conflitos internos atuais.
Numa situação interna, em alguns países, com ausência de governos democráticos estabelecidos no continente, em uma das regiões mais pobres do mundo como o Chifre africano, no nordeste da África, que em 2011 está a passar pela pior seca dos últimos 60 anos, agravando o sofrimento nos países como: Eritréia, Djibuti, Etiópia, Quênia e Somália a fome se torna crônica. De acordo com a ONU, a epidemia de fome já foi declarada em cinco regiões da Somália, o país mais castigado pela crise.
Para a ONU, milhões de africanos morrerão de fome ou das doenças resultantes da deficiência alimentar, que não chega à quantidade mínima necessária de calorias diárias. As ações humanitárias por partes de várias nações são atenuantes e muito importantes, mas não deve ser a única ação, principalmente por parte dos países europeus que historicamente foram e ainda são influenciadores, do ponto de vista político e econômico.
Esta situação de indigência da África é uma herança do processo de colonização – Que não levou em consideração os aspectos culturais dos milhares grupos étnicos africanos e sim, os interesses das metrópoles européias – do desastroso processo de descolonização e que associada as atuais características do mundo da globalização econômica, que “esquece” a maioria dos países africanos que não são atraentes do ponto de vista econômico, são as principais causas da fome, dos conflitos de diversas gêneses e por último das condições naturais do continente Africano
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