domingo, 1 de abril de 2012

BRASIL E O TRATADO DA ANTÁRTCA

Em 1983, Os navios científicos Barão de Teffé e Prof. Wladimir Bernard, navegaram rumo ao continente Antártico, em nossa 1ª expedição científica, um marco e um sucesso para os interesses do Brasil neste continente gelado e uma das poucas áreas do planeta que precisamos conhecer sua dinâmica e sua importância para a dinâmica climática do planeta terra. O continente antártico é considerado o “ar condicionado da terra”.

O tratado evoluiu para outro patamar, levando em conta os princípios de paz, preservação ambiental e coleta de informações científicas. Em 1991, houve um aprimoramento das diretrizes, quando os países assinaram o Protocolo ao Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente - O Protocolo de Madri. Em vigor desde 1998, o documento torna a região uma reserva natural, dedicada à paz e à ciência. A principal decisão é proibir por 50 anos (até 2.047) a exploração econômica dos recursos minerais.

Os objetivos científicos do Programa Antártico Brasileiro são: O desenvolvimento de pesquisas dos fenômenos naturais e sua repercussão sobre o território brasileiro. O CNPq é a entidade responsável pela pesquisa científica brasileira na Antártida e desenvolve projetos para estudar as mudanças ambientais globais, identificar os recursos econômicos vivos e não vivos da região e formas de seu aproveitamento e levantamento das condições fisiográficas e ambientais do continente Antártico.O objetivo político foi preservar o direito de o Brasil participar das reuniões consultivas periódicas sobre o continente Antártico previstas no Tratado da Antártica, o que exigiu a construção de uma estação científica Comandante Ferraz, na Ilha do Rei George com envio sistemático de expedições científicas.

As atividades humanas no local foram regulamentadas. Algumas das normas de conduta para quem vai para a Antártica são:

•Despejar lixo em locais apropriados
•Não perturbar os animais e coletá-los, assim como os ovos e qualquer espécie de planta
•Evitar caminhar sobre vegetação e em áreas restritas
•É proibido o uso de armas
•Não levar para a região seres estranhos ao ecossistema.

FONTE:
Programa Antártico Brasileiro, 2004 – Publicação do Programa Antártico Brasileiro, Apoio: ECIRM – Ministério do Meio Ambiente, CNPq, Ministério de Ciência e Tecnologia. Governo Federal, Brasília. 17p

domingo, 25 de março de 2012

O ATLÂNTICO SUL OU A BACIA DO ATLÂNTICO

O mundo,depois do Brasil, está descobrindo que o oceano Atlântico vai além do hemisfério norte na geopolítica contemporânea. A porção sul do atlântico está produzindo uma integração física-econômica que possibilita estas águas, sair de um certo isolamento econômico. O fato é que a economia dos países do hemisfério das águas - em função de um maior dinamismo -, "despertou" o centro econômico global. A visita do presidente Barack Obama ao Brasil é um reflexo desta nova dinâmica.

O processo de integração com a África, ganhou intensidade maior com o governo do ex-presidente Lula que, em quase oito anos, visitou 27 países do continente, em 11 ocasiões diferentes. E, neste ano, a presidente Dilma Rousseff, visitou a África do Sul, Moçambique e Angola, quando da viagem para participar da 5ª Cúpula do Fórum de Diálogo do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul). A IBAS, é o resultado da capacidade de articulação política e econômica, que faz do Brasil ser o ponto de partida da América do Sul para a África do Sul e de um caminho em linha reta, com o continente africano.

A Criação do Mercosul, com crescimento no mercado interno, fortaleceu o bloco para uma maior participação no mercado global; A criação da Unasul; A descoberta do petróleo na camada Pré-sal; A ampliação do leque comercial brasileiro com diversos mercados. Na ásia, destaque para china e Índia; Na África, principalmente com a África do sul. São fatores que faz do Brasil o "ator principal" de um novo enredo que poderia ser chamado a bacia do atlântico

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

BRASIL: A MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA

O Brasil teve na imigração, um papel importante no processo de ocupação do território e na organização dos espaços econômicos. Os espaços da cana-de-açúcar, da mineração, do café e a implantação de diversas outras atividades econômicas como, avicultura, vinicultura, horticultura dentre outras atividades primárias são exemplos, ao longo da história do Brasil como colônia e como país independente.

Hoje, a 6º economia do mundo e polo de atração, o Brasil, mais uma vez é, principalmente para os estrangeiros vizinhos e parceiros do Mercosul - que busca espaço no mercado de trabalho nesta potência regional -, a melhor vertente de um fluxo emigratório depois que foi assinado, em 2009, um acordo que autoriza cidadãos do Mercosul, da Bolívia, do Chile e que deverá ser estendido aos peruanos e equatorianos a entrar sem visto no Brasil. Hoje, são nescessários somente um registro na Polícia Federal e um pedido para uma residência temporária. De acordo com os dados do Ministério da Justiça, em 2011, o número de trabalhadores estrangeiros cresceu em 57%, a maioria são Bolivianos, Paraguaios e Peruanos.

Este crescimento do fluxo migratório é resultante do crescimento da economia e do fortalecimento do Brasil no cenário internacional, mas esses trabalhadores sul-americanos em geral têm baixa qualificação e escolaridade. Os Bolivianos trabalham em oficinas de costura, como empregados domésticos e comércio; Os Peruanos, no comércio (ambulantes), em restaurantes e na construção; Os Paraguaios, em geral, no comercio e como empregadas domésticas.

Mesmo com o aumento da entrada de latinos, os europeus e japoneses ainda são a maioria no Brasil, devido ao passado histórico. Houve a entrada de 5 milhões entre o fim do século XIX até a metade do século XX. As comunidades com maior número de estrangeiros no Brasil, hoje, são respectivamente Portugueses, Japoneses, Italianos, Bolivianos e Espanhóis.

Boa parte dos latinos, Chineses e africanos, forma o maior grupo de estrangeiros ilegais no Brasil que possui também, de acordo com o Ministério da Justiça, 4.477 refugiados, principalmente do Oriente Médio.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

TERESINA DIVIDIDA

O centro de comercial de Teresina, principalmente a Avenida Frei Serafim, se transformou no centro de resistência para a maior parte da sociedade de Teresina, que estão representados por Jovens e adultos, estudantes e não-estudantes, trabalhadores e desempregados na luta contra as medidas definidas pelos empresários do transporte coletivo e a Prefeitura de Teresina.

A Avenida Frei serafim (A linha do equador de Teresina), que divide a nossa cidade em centro-norte e centro-sul, tem divido os diversos agrupamentos que compõem a sociedade teresinense. De um lado, o grupo de empresários que não querem reduzir sua grande margem de lucro e o executivo municipal e estadual - que neste momento estão mais perdidos que baratas tontas - ambas tentando apontar a responsabilidade pelas manifestações; Do governo municipal para o governo estadual e do governo estadual para o governo municipal.

Na passarela da Frei Serafim, está a impressa que informa de acordo com seus interesses e conveniência, ou seja, sem a devida isenção. Basta ler e ouvir diariamente o que é lido e falado nos meios de comunicação, para chegar a esta conclusão.

Do outro lado, está a massa falida a plebe, representada pelos estudantes, não-estudantes, trabalhadores, desempregados e os anarquistas contrários a um estado já estabelecido. Este lado, que ao longo do tempo, não foi assistido em seus interesses, querem mudanças. Essa motivação para as mudanças foram e estão sendo motivadas não por partidos políticos A ou B, como a mídia que passar através da programação diária, esta motivação vem ocorrendo com o advento das mudanças pelo mundo. É global.

Como todo cidadão de Teresina, espero que este tempo de paralisação sirva para que os dois lados trabalhem para um entendimento. Teresinenses, quero deixar claro que, cabe ao lado do poder, um esforço maior para atender a massa falida em detrimento do lado que sempre teve os benefícios do governo municipal e que agora, estão percebendo que o outro lado está mais organizado e politizado.

Viva a educação!
Viva a democracia.

sábado, 31 de dezembro de 2011

ANO NOVO. VIDA NOVA!

A primeira comemoração, chamada de "Festival de ano-novo" ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião do equinócio da primavera (onde os dias e noites têm a mesma duração). Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário Juliano, adotado em 46 a. C.

Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano. Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro. A comemoração da virada de ano é chamada de réveillon. Tal nome é uma derivação do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”. Por isso Contagem decrescente o último minuto do dia 31 de Dezembro seja: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Feliz 2012 !!!!!! A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas. E os rituais alimentam os nossos sonhos e dão vida às nossas celebrações.

Na passagem de Ano Novo, não podemos deixar de aproveitar a oportunidade para enchermos o coração de esperança, fraternidade, amor e começar tudo de novo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O CERRADO APÓS A DÉCADA DE 1950

De todos os domínios morfoclimáticos brasileiros o cerrado tem sido o domínio que mais transformações vêm sofrendo desde a década de 1960. São transformações das técnicas de produção e transformações culturais, que tem afetado o próprio sistema de vida das populações.

Os antigos núcleos urbanos, quase todos originados em torno de atividades mineradoras, principalmente os do início do século XVIII vêem-se, de repente transformados em pólos regionais de inovações e agenciadores para o avanço das atividades agro-industriais.

As criações de Goiânia, posteriormente Brasília, paralelamente ao desenvolvimento do sistema viário e ao processo de modernização da agricultura, contribuíram para romper com modelos tradicionais de ocupação e produção. Em virtude do isolamento de certas regiões, algumas áreas de cerrados preservadas até os dias atuais no do oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão. Com a criação do Estado de Tocantins e a construção de sua capital Palma, mais uma nova “onda” de modificações se intensificram.

Até bem pouco tempo as áreas do bioma Cerrado, não eram muito valorizadas, nem procuradas para implantação de grandes atividades agropastoris. As suas partes mais intensamente ocupadas estavam restritas ao subsistema de matas (áreas florestadas que existem dentro do sistema e que estão sempre associadas a solos de boa fertilidade natural). Por isso essas áreas foram as primeiras a receberem o impacto de uma degradação maior. Ao seu lado em escala menor, podem ser citadas as áreas que compõem o subsistema Cerradão e as Matas-Galerias.

As demais áreas que constituem as maiores superfícies do sistema, como o Cerrado, do Campo, das Veredas e Ambientes Alagadiços, em virtude das características dos seus solos (ácidos), não favorecem de imediato uma ocupação intensiva com o desenvolvimento de práticas agrícolas desenvolvidas. Com a utilização do calcário para a correção da acidez do solo, a introdução do arado e sistemas mecânicos de desmatamento e também a facilidade de irrigação transformou essas áreas, anteriormente impróprias para atividades agrícolas, em terras produtivas, outrossim, a substituição das pastagens nativas por espécies estrangeiras modificou radicalmente o quadro pastoril.

Os impactos sobre o ambiente causado por esse novo modelo de ocupação são visíveis e podem ser caracterizados pelos itens seguintes:

• Empobrecimento genético;
• Empobrecimento dos ecossistemas;
• A destruição da vegetação natural;
• Propagação de ervas exóticas;
• A extinção da fauna nativa;
• Diminuição e poluição dos mananciais hídricos;
• Compactação e erosão dos solos;
• Contaminação química das águas e da biota;
• Proliferação de cidades etc.

Estes fatores em conjunto geram inúmeros outros que, por sua vez, funcionam como agentes de atração populacional e modificações significativas do ambiente. As demandas de energia que exige a formação de grandes reservatórios e usinas geradoras produzem ações antrópicas de grande impacto natural e social.

Assim, o inicio do século XXI, encontra-se em suspenso o destino do cerrado. O novo código Florestal, que foi votado no senado e, agora se encontra na câmera, trará sua ruína ou salvação.

Embora a produção de conhecimento sobre o cerrado mereça aprofundamento, dispomos de informações suficientes para impedirmos uma degradação irreversível. O que se pode afirmar é que enquanto o desejo de explorar o cerrado tiver apenas raízes comerciais estrangeiras, a possibilidade de um programa racional de desenvolvimento será nula.

sábado, 17 de dezembro de 2011

CÓDIGO FLORESTAL EM DEBATE

O QUE É O CÓDIGO FLORESTAL

O código Florestal brasileiro, em vigor desde 1965, regulamenta a forma como a terra pode ser explorada, estabelecendo onde vegetação nativa tem de ser mantida e onde pode haver diferentes tipos de produção rural.
De acordo com o código florestal em vigor, há duas formas de proteger a mata:

1- A Reserva legal

Em uma parcela da cada propriedade deve haver uma área preservada. Em área de mata é de 20%; Em área de cerrado na área da Amazônia legal é de 35% e da Floresta amazônica pode chegar a 80%;

2- Área de preservação permanente (APP)

Em áreas frágeis, como beiras de rios, topos de morros e encostas, não podem ser desmatados para evitar erosão, deslizamentos, destruição de nascentes, entre outros. 30 metros de faixa de mata que deve ser conservada na beira de rios

Nas discussões sobre o novo código florestal, os ruralistas defendem mudanças nas duas formas de proteção e, afirmam que atual lei engessa a produção. Neste contexto, lutam para que o novo texto do código florestal deve aceitar que há áreas, mesmo protegidas pela lei de 1965, consolidadas como produtivas e por isso devem ser anistiadas, ponto de profundas discordância por parte dos ambientalistas e cientistas.