sábado, 8 de outubro de 2011

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O conjunto de transformações de ordem política, econômica e cultural que se completou inicialmente na Inglaterra, em meados do século XVIII e no século XIX estendeu-se para outros países da Europa, foi denominado de revolução industrial. Esse processo foi de ruptura com a dinâmica mercatilista, pois modificou profundamente as relações na sociedade, na política, na economia e conseqüentemente na organização do espaço geográfico mundial.

Ao longo do processo histórico da revolução industrial, podemos identificar as fases que marcaram esse processo. A Primeira marcada pelo fim do capitalismo mercantilista e o início do capitalismo industrial, que foi o marco principal desse processo, pois a partir desta fase as articulações econômicas, políticas, culturais e ambientais ocorreram.

O mundo transformou-se. As relações homem-meio natural adquiriu outra dinâmica. Florestas foram destruídas para dar lugar a espaços urbanos (cidades) e nelas as fábricas com a movimentação das máquinas. Este episódio assinala o início da degradação ambiental e do o aumento da emissão do gás carbônico devido à queima do carvão mineral, fonte primária de energia, que sustentou a produção industrial que ocorreu a partir de então. Nesta fase da industrialização, a 1º Revolução industrial, entre 1750 e 1850, surgiram as inovações tecnológicas como máquina a vapor, a máquina de tear mecânico (que por sinal revolucionou a produção têxtil), as industriais siderúrgica e naval com a disseminação do trabalho assalariado. Antes desse período predominava a produção artesanal e manufatureira que foram abandonadas com o advento da maquinofatura.

A DIT (Divisão Internacional do Trabalho), que consiste basicamente na especialização da produção, ganha uma nova dinâmica na organização espacial do mundo onde, de um lado, estão os países exportadores de matérias-primas e, de outro os fornecedores de produtos diferenciados ou industriais. Do ponto de vista geográfico, esse processo levou ao enriquecimento das metrópoles através da produção fabril, do livre comércio, do investimento em tecnologia, da ampliação do mercado mundial e, é claro, o desenvolvimento do transporte ferroviário. Assim, com a nova organização do espaço geográfico o homem vai deixando de viver na zona rural instalando-se nas cidades das fabricas. Com as mudanças das relações no campo com a chamada revolução do espaço agrário, o êxodo rural inicia gradativamente o processo de urbanização.

Entre o período 1850 e 1950, a 2º Revolução Industrial foi marcada pelo surgimento do motor, da hidroeletricidade e do petróleo. Nessa fase o motor à explosão proporcionou a fabricação de automóveis que está ligado diretamente ao desenvolvimento das indústrias petrolíferas. Assim surgiram as indústrias inovadoras como a petroquímica, e elétrica e a automobilística com a devida expansão mundial do processo de indutrialização. Neste momento, com o surgimento de grandes empresas industriais, comerciais, do crescimento acelerado dos bancos e de outras instituições intermediadora de finanças, favoreceram as grandes empresas, levando a incorporações e fusões que resultaram na formação de monopólios e oligopólios, possibiltando a passagem do capitalismo industrial para o financeiro. Portanto, esse momento histórico fica conhecido como fase do imperialista do capitalismo que no seu desenrolar, produziram os grandes conflitos mundiais do século XX.

Após os anos de 1940, com o surgimento da grande potência econômica mundial, o EUA e, a criação das instituições internacionais como o FMI, BIRD ou Banco Mundial e o GATT (substtituido posteriomente pela OMC), houve uma reorganização das relações econômicas mundiais após a 2º Guerra que fortaleceu o sistema de trocas comerciais, capitais e de serviços. Neste contexto a industrialização atinge a fase da 3º revolução industrial, marcada pela industrialização dos países em desenvolvimento, pelo investimento crescente em pesquisa e tecnologia, pela consolidação de uma sociedade de consumo e pelo desenvolvimento do meio técnico-científico-informacional marcaram o surgimento das indústrias de ponta, como: informática, robótica, biotecnologia e as telecomunicações que proporcionou uma maior integração econômica mundial (atual Globalização) com a ampliação das trocas dos fatores comerciais.